HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020
Mulher queixa-se de incomodo nas pernas que a obriga a movê-las vigorosamente ao andar, o que rapidamente alicia os sintomas. Esse incômodo inicia-se à noite quando se senta para descansar, mas é muito pior ao se deitar, impedindo-a de dormir. Qual o diagnóstico?
SPI: necessidade irresistível de mover pernas, piora no repouso/noite, alívio com movimento.
A Síndrome das Pernas Inquietas (SPI), ou Doença de Willis-Ekbom, é um distúrbio neurológico caracterizado por uma necessidade incontrolável de mover as pernas, geralmente acompanhada de sensações desagradáveis. Os sintomas classicamente pioram no repouso e à noite, e são aliviados temporariamente pelo movimento.
O tratamento da SPI visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade do sono. Inclui medidas não farmacológicas, como modificações no estilo de vida e higiene do sono. Para casos mais severos, a terapia farmacológica pode envolver agonistas dopaminérgicos (primeira linha) ou gabapentinoides. O reconhecimento e manejo adequados da SPI são importantes para a prática clínica, especialmente para residentes que lidam com pacientes com distúrbios do sono e queixas neurológicas.
Os critérios essenciais da SPI incluem: 1) uma necessidade irresistível de mover as pernas, geralmente acompanhada de sensações desconfortáveis; 2) início ou piora dos sintomas durante períodos de inatividade; 3) alívio parcial ou total dos sintomas com o movimento; e 4) piora dos sintomas à noite ou no final do dia.
A SPI pode ser primária (idiopática) ou secundária a condições como deficiência de ferro, gravidez, insuficiência renal crônica, neuropatias periféricas e uso de certos medicamentos (antidepressivos, anti-histamínicos). É importante diferenciar de acatisia, cãibras noturnas e dor neuropática.
O tratamento inicial envolve medidas não farmacológicas, como higiene do sono, exercícios moderados e evitar cafeína/álcool. Se a deficiência de ferro for identificada, a suplementação é crucial. Em casos mais graves, medicamentos como agonistas dopaminérgicos (pramipexol, ropinirol) ou gabapentina podem ser utilizados.
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