UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021
Mulher, 35 anosde idade, apresenta ao exame físico distribuição centrípeta de gordura, giba dorsal e estrias violáceas no abdome. Que outros sinais e sintomas fazem parte do diagnóstico mais provável?
Síndrome de Cushing → obesidade centrípeta, giba, estrias violáceas, fraqueza muscular proximal, fragilidade cutânea, hipertensão, diabetes.
A descrição clínica (distribuição centrípeta de gordura, giba dorsal, estrias violáceas) é altamente sugestiva de Síndrome de Cushing, uma condição de hipercortisolismo crônico. Outros sinais e sintomas comuns incluem fraqueza muscular proximal, fragilidade cutânea e capilar, hipertensão arterial, diabetes mellitus e osteoporose.
A Síndrome de Cushing é uma condição clínica resultante da exposição prolongada e excessiva aos glicocorticoides, seja de origem endógena (produção excessiva de cortisol pelo corpo) ou exógena (uso crônico de corticosteroides). É uma doença rara, mas de grande importância clínica devido à sua ampla gama de manifestações sistêmicas e ao risco de complicações graves se não diagnosticada e tratada. A fisiopatologia central é o hipercortisolismo, que afeta múltiplos sistemas orgânicos. Os sinais e sintomas são variados e incluem: obesidade centrípeta (acúmulo de gordura no tronco e face, com membros finos), giba dorsal (acúmulo de gordura na região cervical posterior), estrias violáceas largas (>1 cm de largura), face em lua cheia, hipertensão arterial, diabetes mellitus, osteoporose, fraqueza muscular proximal, fragilidade cutânea e capilar, hirsutismo, irregularidades menstruais e alterações neuropsiquiátricas. O diagnóstico é feito pela demonstração do hipercortisolismo e pela identificação de sua causa. O tratamento depende da etiologia. Para Cushing endógeno, pode envolver cirurgia (ressecção de adenoma hipofisário ou adrenal), radioterapia ou medicamentos que inibem a síntese de cortisol. Para Cushing exógeno, a redução gradual ou suspensão do corticosteroide é a conduta. O prognóstico melhora significativamente com o diagnóstico precoce e tratamento adequado, mas as complicações crônicas podem persistir. Residentes devem estar atentos à constelação de sintomas para suspeitar do diagnóstico.
Os sinais mais característicos incluem obesidade centrípeta, giba dorsal ("pescoço de búfalo"), estrias violáceas largas, face em lua cheia, fraqueza muscular proximal, fragilidade cutânea e capilar, hipertensão arterial e diabetes mellitus.
A fraqueza muscular proximal na Síndrome de Cushing é causada pelo efeito catabólico do excesso de cortisol sobre as proteínas musculares, levando à atrofia e diminuição da força, especialmente nos músculos da cintura escapular e pélvica.
O excesso de cortisol leva à atrofia da pele e dos tecidos de suporte, resultando em pele fina, fácil formação de equimoses e o surgimento de estrias violáceas largas, especialmente no abdome, coxas e mamas.
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