FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2015
Mulher de 23 anos de idade chega a uma clínica, reclamando de ganho de peso, fadiga, amenorreia e aumento de acne há meses. Ela não consegue identificar precisamente quando os sintomas começaram a aparecer, mas relata que, sem modificar sua dieta, engordou 18,3 kg, nos últimos 6 meses. Ela tem tido amenorreia por vários meses. No exame observa-se obesidade troncular com estrias bilaterais, púrpuras cruzando os dois flancos. Suspeita-se de síndrome de Cushing. Que teste seria feito para obter o diagnóstico?
Suspeita de Cushing → Triagem inicial com cortisol livre urinário 24h ou teste supressão dexametasona 1mg noturno.
A síndrome de Cushing é uma condição de hipercortisolismo. Para o diagnóstico, testes de triagem como o cortisol livre urinário de 24 horas ou o teste de supressão com 1 mg de dexametasona noturno são os mais indicados para confirmar o excesso de cortisol.
A Síndrome de Cushing é uma condição rara, mas grave, causada pela exposição prolongada a níveis elevados de glicocorticoides. Sua prevalência é de cerca de 2 a 3 casos por milhão de habitantes por ano, sendo mais comum em mulheres. O reconhecimento precoce é crucial devido às múltiplas comorbidades associadas, como hipertensão, diabetes mellitus, osteoporose e aumento do risco cardiovascular. O diagnóstico da Síndrome de Cushing baseia-se na confirmação do hipercortisolismo. Os testes de triagem mais utilizados incluem o cortisol livre urinário de 24 horas, o teste de supressão com 1 mg de dexametasona noturno e o cortisol salivar noturno. O cortisol livre urinário de 24 horas é um excelente indicador da produção diária de cortisol. O teste de supressão noturno avalia a capacidade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal de ser suprimido. Uma vez confirmado o hipercortisolismo, a investigação etiológica prossegue com a dosagem de ACTH plasmático para diferenciar entre causas ACTH-dependentes (doença de Cushing, secreção ectópica de ACTH) e ACTH-independentes (adenoma adrenal, carcinoma adrenal). O tratamento é direcionado à causa subjacente e pode incluir cirurgia, radioterapia ou medicamentos.
Os sintomas incluem obesidade troncular, estrias púrpuras, face em lua cheia, giba de búfalo, hipertensão, diabetes, fraqueza muscular, amenorreia e hirsutismo.
Ele reflete a produção diária de cortisol não ligado a proteínas, sendo um bom indicador do hipercortisolismo endógeno, com alta sensibilidade e especificidade.
Testes de triagem (como cortisol urinário ou supressão com dexametasona) confirmam o hipercortisolismo. Testes etiológicos (como ACTH plasmático, CRH, amostragem de seio petroso) investigam a causa (dependente ou independente de ACTH).
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