Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Mulher, 35 anos, queixa-se de ganho de peso, fraqueza e apresentou fratura em coluna vertebral após queda da própria altura há 2 meses. Exame físico: peso: 82 Kg, estatura: 1,6 m; índice de massa corporal: 32 kg/m2, pletora facial, PA = 170 x 100 mmHg. FC = 92 bpm. Abdome globoso com estrias violáceas medindo 1,2 cm, equimoses em membros inferiores. A investigação inicial para a principal hipótese diagnóstica é
Suspeita de Cushing (obesidade central, estrias, HAS, fratura) → Teste de supressão com dexametasona 1mg.
O quadro clínico (ganho de peso, fraqueza, fratura, pletora, HAS, estrias violáceas, equimoses) é altamente sugestivo de Síndrome de Cushing. O teste de supressão com dexametasona de 1 mg é o teste de triagem mais sensível e específico para confirmar o hipercortisolismo endógeno.
A Síndrome de Cushing é uma condição rara, mas grave, causada pela exposição prolongada a níveis elevados de glicocorticoides. Seu diagnóstico precoce é fundamental devido às múltiplas comorbidades associadas, como hipertensão, diabetes, osteoporose e aumento do risco cardiovascular. Residentes devem estar aptos a reconhecer seus sinais e sintomas. O quadro clínico clássico inclui obesidade central, pletora facial, estrias violáceas largas (>1 cm), hipertensão arterial, fraqueza muscular proximal, osteoporose (com fraturas patológicas), equimoses fáceis e alterações psiquiátricas. A investigação diagnóstica inicial visa confirmar o hipercortisolismo endógeno. O teste de supressão com dexametasona de 1 mg (administrado às 23h, com dosagem de cortisol plasmático às 8h do dia seguinte) é um dos testes de triagem mais utilizados e confiáveis. Outros testes diagnósticos incluem o cortisol livre urinário de 24 horas e o cortisol salivar noturno. Uma vez confirmado o hipercortisolismo, a próxima etapa é diferenciar entre a doença de Cushing (causa hipofisária), tumores adrenais ou produção ectópica de ACTH, o que guiará a investigação por imagem e o tratamento específico.
Os principais sinais incluem obesidade central, pletora facial, estrias violáceas, hipertensão arterial, fraqueza muscular, osteoporose e equimoses fáceis.
O objetivo é avaliar a supressibilidade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. Em indivíduos normais, a dexametasona suprime a produção de cortisol, enquanto em pacientes com Cushing, essa supressão é ausente ou incompleta.
Outros exames incluem cortisol livre urinário de 24 horas (CLU), cortisol salivar noturno e cortisol plasmático noturno. O teste de supressão com dexametasona de 1 mg é uma excelente triagem.
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