HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2022
Sobre a Síndrome de Cushing, assinale a alternativa ERRADA:
Síndrome de Cushing causa HIPOCALEMIA (efeito mineralocorticoide), não hipercalemia.
A Síndrome de Cushing, caracterizada pelo excesso crônico de cortisol, leva a diversas manifestações clínicas. Uma das comorbidades é a hipocalemia, devido ao efeito mineralocorticoide do cortisol em altas concentrações, que promove a excreção de potássio. Portanto, a alternativa que menciona hipercalemia está incorreta.
A Síndrome de Cushing é uma condição endócrina causada pela exposição prolongada e excessiva aos glicocorticoides, seja de origem endógena (produção excessiva pelo corpo) ou exógena (uso de medicamentos). É uma patologia complexa com múltiplas manifestações clínicas que afetam diversos sistemas orgânicos, sendo crucial para o residente reconhecer seus sinais e sintomas para um diagnóstico e manejo precoces. As manifestações clínicas do hipercortisolismo são variadas e incluem atrofia muscular com fraqueza proximal, obesidade central, face em lua cheia, giba de búfalo, estrias violáceas, fragilidade capilar com facilidade de contusões, hipertensão arterial, diabetes mellitus, osteoporose, distúrbios psiquiátricos e maior suscetibilidade a infecções. O excesso de cortisol também pode ter efeitos mineralocorticoides, levando à retenção de sódio e água e à perda de potássio, resultando em hipocalemia, um ponto importante para a diferenciação de outras condições. O tratamento da Síndrome de Cushing visa normalizar os níveis de cortisol e tratar as comorbidades associadas. É fundamental abordar a hipertensão, o diabetes, a osteoporose, os distúrbios psiquiátricos e a suscetibilidade a infecções. A correção dos distúrbios eletrolíticos, como a hipocalemia, é parte integrante do manejo. O reconhecimento do pseudocushing alcoólico é importante para evitar diagnósticos errôneos e tratamentos desnecessários, destacando a importância de uma anamnese detalhada e exames complementares específicos.
Os sinais e sintomas incluem obesidade central, face em lua cheia, giba de búfalo, atrofia muscular com fraqueza proximal, estrias violáceas, hipertensão arterial, diabetes mellitus, osteoporose, distúrbios psiquiátricos e maior suscetibilidade a infecções.
Em níveis elevados, o cortisol pode se ligar aos receptores de mineralocorticoides nos túbulos renais, mimetizando a ação da aldosterona. Isso leva ao aumento da reabsorção de sódio e água e à excreção de potássio e hidrogênio, resultando em hipocalemia e alcalose metabólica.
O alcoolismo crônico pode induzir um estado de hipercortisolismo funcional, conhecido como pseudocushing alcoólico, com muitas manifestações clínicas semelhantes à Síndrome de Cushing endógena, como obesidade central, hipertensão e intolerância à glicose. A diferenciação é feita por testes de supressão e avaliação da abstinência.
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