HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2025
Homem, de 34 anos de idade, comparece em consulta ambulatorial com queixa de fadiga, ganho de peso, aumento do volume abdominal, edema na face e sensação de perda de força nas extremidades, a qual tem predomínio proximal. Além disso, notou o surgimento de lesões acneiformes em face e estrias violáceas em tronco. Os sintomas se iniciaram há 6 meses e vem em piora progressiva desde então. Tem história de hipertensão arterial sistêmica desde os 28 anos de idade, sem controle adequado, a despeito do uso regular de quatro medicações em dose otimizada. Qual deve ser o exame laboratorial solicitado para a investigação inicial do quadro clínico apresentado pelo paciente, considerando a principal hipótese diagnóstica?
Síndrome de Cushing: HAS refratária + fraqueza proximal + estrias violáceas → Cortisol urinário 24h para rastreio.
A suspeita de Síndrome de Cushing é forte em pacientes com múltiplos sinais e sintomas como HAS refratária, fraqueza muscular proximal, obesidade centrípeta, estrias violáceas e edema facial. O cortisol urinário de 24 horas é um excelente exame de rastreio inicial para hipercortisolismo.
A Síndrome de Cushing é uma condição rara, mas grave, causada pela exposição prolongada a níveis elevados de glicocorticoides. Sua apresentação clínica é variada e insidiosa, incluindo obesidade centrípeta, face em lua cheia, estrias violáceas, fraqueza muscular proximal, hipertensão arterial de difícil controle, diabetes mellitus e osteoporose. O reconhecimento precoce é crucial para evitar complicações. O diagnóstico começa com a suspeita clínica baseada nos sinais e sintomas característicos. A investigação inicial envolve testes de rastreio para confirmar o hipercortisolismo, como o cortisol urinário de 24 horas, o teste de supressão com dexametasona noturna ou o cortisol salivar noturno. A escolha do teste depende da disponibilidade e da preferência clínica, mas o cortisol urinário é amplamente utilizado para avaliar a produção diária de cortisol. Uma vez confirmado o hipercortisolismo, a próxima etapa é determinar a causa (ACTH-dependente ou ACTH-independente) e localizar a fonte da produção excessiva de cortisol, que pode ser de origem adrenal, hipofisária (doença de Cushing) ou ectópica. O tratamento é direcionado à causa subjacente e pode envolver cirurgia, radioterapia ou medicação.
Os principais sinais e sintomas incluem obesidade centrípeta, face em lua cheia, estrias violáceas, fraqueza muscular proximal, hipertensão arterial de difícil controle, diabetes mellitus, osteoporose e alterações de humor.
O cortisol urinário de 24 horas é um teste de rastreio eficaz porque reflete a produção total de cortisol livre ao longo de um dia, sendo menos suscetível às flutuações diárias do cortisol sérico e útil para confirmar o hipercortisolismo.
Condições como síndrome metabólica, obesidade exógena, alcoolismo crônico e depressão podem apresentar sintomas semelhantes, tornando o diagnóstico diferencial um desafio clínico.
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