HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2025
Está associada à hipersecreção de cortisol pela glândula suprarrenal a seguinte condição:
Excesso de cortisol endógeno → Síndrome de Cushing.
A Síndrome de Cushing é o conjunto de sinais e sintomas decorrentes da exposição crônica a níveis elevados de glicocorticoides, como o cortisol. A causa pode ser exógena (uso de medicamentos) ou endógena, por hipersecreção da própria glândula suprarrenal (adenoma/carcinoma) ou por estímulo excessivo do ACTH (Doença de Cushing).
A Síndrome de Cushing é uma desordem endócrina resultante da exposição prolongada a níveis elevados de cortisol. É uma condição com morbidade significativa, afetando múltiplos sistemas do corpo. A causa mais comum no geral é o uso iatrogênico de glicocorticoides, mas as causas endógenas são divididas em ACTH-dependentes (80% dos casos, principalmente Doença de Cushing) e ACTH-independentes (20%, como adenomas ou carcinomas adrenais). Fisiopatologicamente, o excesso de cortisol leva a efeitos catabólicos, mineralocorticoides e imunossupressores. Isso se manifesta clinicamente como obesidade centrípeta, fraqueza muscular por proteólise, pele fina e frágil, estrias violáceas, hipertensão por retenção de sódio e água, e hiperglicemia por aumento da gliconeogênese e resistência à insulina. O diagnóstico requer a confirmação bioquímica do hipercortisolismo, seguida pela determinação da sua etiologia. O tratamento é direcionado à causa subjacente. Para a Doença de Cushing, a cirurgia transesfenoidal para ressecção do adenoma hipofisário é a primeira linha. Para tumores adrenais, a adrenalectomia é o tratamento de escolha. O manejo adequado é crucial para reverter as comorbidades e melhorar a qualidade de vida e o prognóstico do paciente.
Os achados incluem obesidade central, face em 'lua cheia', giba de búfalo (acúmulo de gordura dorso-cervical), estrias violáceas largas (>1cm), fraqueza muscular proximal, pletora facial, hipertensão arterial e intolerância à glicose ou diabetes.
A investigação laboratorial inicial para confirmar a hipersecreção de cortisol envolve pelo menos um dos seguintes testes: cortisol livre urinário de 24 horas, teste de supressão com 1mg de dexametasona noturno, ou a dosagem do cortisol salivar à noite.
São condições opostas. A Síndrome de Cushing é caracterizada pelo excesso de cortisol. Em contraste, a Doença de Addison é a insuficiência adrenal primária, marcada pela deficiência de cortisol e aldosterona, resultando em sintomas como hiperpigmentação, hipotensão e hipoglicemia.
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