SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025
Uma mulher de 38 anos apresenta ganho de peso progressivo, especialmente no tronco e face, acompanhado de fraqueza muscular proximal, hiperglicemia e hipertensão arterial. O exame físico revela face arredondada (face em lua cheia), giba de búfalo e estrias violáceas no abdome. Sua dosagem matinal de cortisol sérico é elevada, e o teste de supressão com dexametasona 1 mg mostra ausência de supressão do cortisol. Qual é o próximo exame mais indicado para confirmar o diagnóstico de síndrome de Cushing endógena?
Suspeita de Cushing → Confirmar hipercortisolismo (Urina 24h ou Salivar) antes de localizar a lesão.
O diagnóstico da Síndrome de Cushing requer a confirmação do hipercortisolismo por pelo menos dois testes bioquímicos alterados antes de prosseguir para exames de imagem.
A Síndrome de Cushing é caracterizada pela exposição prolongada a níveis elevados de glicocorticoides. O quadro clínico clássico inclui obesidade centrípeta, pletora facial, estrias violáceas largas (>1cm) e fraqueza muscular proximal. O desafio diagnóstico reside em diferenciar o hipercortisolismo patológico de estados de 'pseudo-Cushing' (como depressão ou alcoolismo). A sequência diagnóstica é rigorosa: primeiro confirma-se o excesso de cortisol, depois diferencia-se se é ACTH-dependente ou independente, e apenas no final utilizam-se exames de imagem para localização anatômica.
Os três testes principais são: cortisol livre urinário de 24 horas, cortisol salivar à meia-noite e o teste de supressão com 1 mg de dexametasona (teste de Nugent). Pelo menos dois testes positivos são geralmente necessários para confirmar o diagnóstico de hipercortisolismo endógeno.
Incidentalomas hipofisários são comuns na população geral. Sem a confirmação bioquímica do excesso de cortisol, encontrar um microadenoma na imagem pode levar a diagnósticos errôneos e cirurgias desnecessárias.
Pode ocorrer em casos de hipercortisolismo cíclico ou em pacientes com insuficiência renal leve a moderada, onde a excreção de cortisol está reduzida, exigindo outros métodos diagnósticos.
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