UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
No que se refere ao manejo das síndromes coronarianas agudas sem supradesnível de segmento ST, analisar os itens abaixo:I. O uso de nitrato é contraindicado em pacientes com pressão arterial sistólica menor que 90mmHg.II. O uso de estatinas de forma precoce e em doses elevadas (Atorvastatina 80mg ou Rosuvastatina 40mg) está associado a uma menor recorrência de síndromes coronarianas agudas.III. A administração concomitante de morfina pode retardar a absorção e diminuir o efeito antiplaquetário dos inibidores P2Y12 administrados por via oral (Clopidogrel, Ticagrelor e Prasugrel). Está(ão) CORRETO(S):
Nitrato contraindicado se PAS < 90mmHg; Estatinas alta dose precoce ↓ recorrência SCA; Morfina retarda absorção P2Y12.
O manejo da SCA sem supra de ST envolve diversas terapias. Nitratos são vasodilatadores potentes e contraindicados em hipotensão (PAS < 90mmHg) devido ao risco de choque. Estatinas em altas doses, iniciadas precocemente, têm efeito pleiotrópico e reduzem eventos. A morfina, embora analgésica, pode impactar a absorção de antiplaquetários orais, diminuindo sua eficácia.
O manejo das Síndromes Coronarianas Agudas sem Supradesnivelamento do Segmento ST (SCA sem supra de ST) é multifacetado e visa aliviar a isquemia, prevenir a formação de trombos e reduzir a mortalidade. A condição é caracterizada por um desequilíbrio entre oferta e demanda de oxigênio miocárdico, geralmente devido à ruptura de placa aterosclerótica. O diagnóstico precoce e a estratificação de risco são fundamentais. O tratamento inicial inclui oxigênio (se hipoxemia), nitratos (para dor anginosa, se PA permitir), morfina (para dor refratária), betabloqueadores, antiplaquetários e anticoagulantes. A terapia com estatinas em alta dose é crucial e deve ser iniciada precocemente, independentemente dos níveis de colesterol, devido aos seus efeitos pleiotrópicos na estabilização da placa e redução de eventos. É importante estar atento às contraindicações dos nitratos, como hipotensão, e à interação da morfina com os inibidores P2Y12 orais, que pode comprometer a eficácia antiplaquetária. A escolha da estratégia invasiva ou conservadora dependerá da estratificação de risco do paciente, mas a otimização da terapia medicamentosa é sempre prioritária.
O nitrato é contraindicado em pacientes com pressão arterial sistólica (PAS) menor que 90mmHg, bradicardia grave, taquicardia grave, infarto de ventrículo direito e uso recente de inibidores de fosfodiesterase (ex: sildenafil).
Estatinas em alta dose (ex: Atorvastatina 80mg, Rosuvastatina 40mg) iniciadas precocemente reduzem a recorrência de eventos isquêmicos, estabilizam placas ateroscleróticas e possuem efeitos anti-inflamatórios e antitrombóticos, além da redução do LDL-C.
A administração de morfina pode retardar a absorção e diminuir o efeito antiplaquetário dos inibidores P2Y12 administrados por via oral (Clopidogrel, Ticagrelor e Prasugrel), o que pode ter implicações clínicas na proteção contra trombose.
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