ENARE/ENAMED — Prova 2026
Homem de 56 anos, em acompanhamento médico por angina instável de início recente, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia, é internado em unidade coronariana de hospital de atenção terciária com quadro de dor torácica em aperto, de forte intensidade, irradiada para o membro superior esquerdo e mandíbula, iniciada há cerca de 2 horas. O paciente relata ter sofrido 3 episódios de dor com características similares, mas de menor duração, nas últimas 24 horas. Ele vem em uso crônico de losartana, hidroclorotiazida, ácido acetilsalicílico, dapagliflozina, metformina e atorvastatina. Ao exame físico, ausculta-se 4ª bulha, níveis pressóricos dentro da normalidade, sem congestão pulmonar. Um eletrocardiograma mostra novo infradesnivelamento segmento ST de 1 mm, com inversão de onda T, em parede anterior. O paciente evolui com elevação da troponina-I, fazendo curva enzimática. O escore de risco Grace é de 152 pontos, enquanto o TIMI risk score é de 5 pontos. A conduta indicada nesse caso é realizar
SCA sem supra ST + Troponina elevada + GRACE > 140 ou TIMI ≥ 5 → Estratégia invasiva precoce = Cateterismo nas primeiras 24h.
Pacientes com Síndrome Coronariana Aguda sem supradesnivelamento do segmento ST (SCASSST) e elevação de troponinas, especialmente com escores de risco GRACE > 140 ou TIMI ≥ 5, são considerados de alto risco. Para esses pacientes, a estratégia invasiva precoce, com realização de cateterismo cardíaco nas primeiras 24 horas, é a conduta recomendada para identificar e tratar a lesão culpada.
A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) sem supradesnivelamento do segmento ST (SCASSST) abrange a angina instável e o infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do ST (IAMSSST). A diferenciação entre as duas é feita pela presença de elevação de biomarcadores de necrose miocárdica, como a troponina. O manejo desses pacientes envolve estratificação de risco para determinar a urgência da intervenção. Pacientes com SCASSST e elevação de troponinas, como no caso descrito, são considerados de alto risco. A presença de infradesnivelamento do segmento ST, histórico de doença arterial coronariana e múltiplos fatores de risco (diabetes, hipertensão, dislipidemia) corroboram essa classificação. Escores de risco como GRACE (152 pontos) e TIMI (5 pontos) confirmam o alto risco, indicando a necessidade de uma estratégia invasiva precoce, ou seja, a realização de cateterismo cardíaco nas primeiras 24 horas do evento para avaliação anatômica das coronárias e possível intervenção percutânea.
O cateterismo cardíaco precoce (nas primeiras 24 horas) é indicado para pacientes com SCA sem supra ST que apresentam critérios de alto risco, como elevação de troponinas, alterações dinâmicas do ECG, instabilidade hemodinâmica, arritmias graves, ou escores de risco GRACE > 140 ou TIMI ≥ 5.
Os escores de risco mais utilizados são o GRACE (Global Registry of Acute Coronary Events) e o TIMI (Thrombolysis In Myocardial Infarction), que auxiliam na estratificação de risco e na decisão da estratégia terapêutica, incluindo o timing do cateterismo.
A estratégia invasiva imediata (nas primeiras 2 horas) é reservada para pacientes com SCA de muito alto risco (ex: choque cardiogênico, dor refratária, arritmias malignas). A estratégia invasiva precoce (nas primeiras 24 horas) é para pacientes de alto risco, como o caso descrito, sem essas características de extrema gravidade.
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