UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2015
Homem de 70 anos de idade chegou no Pronto-Socorro com dor torácica opressiva que durou cerca de 20 minutos, irradiando para mandíbula. Tem antecedente de HAS, DM e dislipidemia. Ao exame físico REG, pálido, sudoreico. ACV: RCR em 3t B4, FC=90bpm, PA=130/80mmHg, pulmões limpos. Coletado CKMB massa normal e Troponina aumentada.Cite três drogas que têm impacto na mortalidade deste paciente. (Sem necessidade de dosagem):Cite o nome do escore de gravidade que utilizamos nesta doença:
SCA com Troponina ↑: AAS, Betabloqueador, Estatina ↓ mortalidade. Escore GRACE avalia risco.
Em pacientes com Síndrome Coronariana Aguda (SCA) e elevação de troponina, o tratamento com AAS, betabloqueadores e estatinas é fundamental, pois comprovadamente reduz a mortalidade. O escore GRACE é amplamente utilizado para estratificar o risco de eventos cardiovasculares e mortalidade em pacientes com SCA.
A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é uma condição grave que engloba o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e a angina instável, sendo uma das principais causas de mortalidade cardiovascular globalmente. A apresentação clínica típica envolve dor torácica, mas pode ser atípica em idosos, mulheres e diabéticos. O diagnóstico precoce e a intervenção são cruciais para melhorar o prognóstico dos pacientes. A fisiopatologia da SCA envolve a ruptura de uma placa aterosclerótica, levando à formação de um trombo que oclui parcial ou totalmente uma artéria coronária. A elevação da troponina é um biomarcador sensível e específico de necrose miocárdica. A estratificação de risco, como o escore GRACE, que considera idade, frequência cardíaca, pressão arterial, creatinina, classe Killip, desvio de ST e enzimas cardíacas, é fundamental para guiar a conduta terapêutica e prever o prognóstico. O tratamento inicial da SCA, especialmente sem supradesnivelamento do ST, inclui medidas para aliviar a isquemia e prevenir a progressão do trombo. Drogas como AAS, inibidores P2Y12 (ex: clopidogrel), betabloqueadores, estatinas e IECA/BRA demonstraram impacto significativo na redução da mortalidade e morbidade a longo prazo. A escolha e a dosagem dessas medicações devem ser individualizadas, considerando as características do paciente e o perfil de risco.
Os principais sinais e sintomas incluem dor torácica opressiva, retroesternal, que pode irradiar para mandíbula, braço esquerdo, costas ou epigástrio, acompanhada de sudorese, náuseas, dispneia e palidez. Fatores de risco como HAS, DM e dislipidemia aumentam a suspeita.
O AAS inibe a agregação plaquetária, prevenindo a formação de trombos. Os betabloqueadores reduzem a demanda miocárdica de oxigênio e previnem arritmias. As estatinas estabilizam placas ateroscleróticas e têm efeitos pleiotrópicos anti-inflamatórios, todos contribuindo para a redução de eventos e mortalidade.
O escore GRACE deve ser utilizado na admissão de todos os pacientes com SCA para estratificar o risco de mortalidade hospitalar e em 6 meses. Ele auxilia na tomada de decisão sobre a intensidade do tratamento, incluindo a necessidade de intervenção coronariana percutânea precoce.
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