Dor Torácica e SCA: Abordagem Inicial e Estratificação

Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025

Enunciado

L.G.A, 50 anos, admitido na emergência com queixa de dor retroesternal em queimação com irradiação para região epigástrica de caráter intermitente de leve intensidade com 2 dias de evolução e piora importante hoje após esforço físico. Nega sintomas associados. Informa ser tabagita e nega comorbidades ou uso de medicações contínuas. Sem alterações ao exame físico. Sinais vitais: PA 140x90 mmHg, FC 98 bpm FR 19 irpm SAT 97% em ar ambiente. Realizado eletrocardiograma de 12 derivações abaixo. Considerando o quadro clínico e o eletrocardiograma, marque a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) O paciente apresenta sinais de oclusão coronariana aguda e precisa ser submetido à estratificação invasiva imediata.
  2. B) O paciente não apresenta sinais de oclusão coronariana aguda e precisa ser investigado com exames não invasivos via ambulatorial.
  3. C) O paciente não apresenta sinais de oclusão coronariana aguda e é necessário seriar marcadores de necrose miocárdica, eletrocardiograma e aplicar o escore GRACE ou TIMI.
  4. D) O paciente apresenta sinais de oclusão coronariana aguda e precisa ser submetido à fibrinólise com Tenecteplase em até 90 minutos (tempo portabalão).

Pérola Clínica

Dor torácica + ECG sem supra ST → seriar ECGs, marcadores cardíacos e escores de risco (GRACE/TIMI).

Resumo-Chave

Paciente com dor torácica sugestiva de SCA, mas sem supradesnivelamento de ST no ECG inicial, requer investigação aprofundada com seriamento de ECGs e marcadores de necrose miocárdica, além da aplicação de escores de risco para estratificação.

Contexto Educacional

A dor torácica é uma das queixas mais comuns na emergência, e a Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é uma das causas mais críticas a serem descartadas. A SCA abrange a angina instável, o infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST) e o infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST). A avaliação rápida e precisa é fundamental para o prognóstico do paciente. O eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações é a primeira ferramenta diagnóstica crucial, devendo ser realizado em até 10 minutos da chegada do paciente. A ausência de supradesnivelamento do segmento ST no ECG inicial não exclui SCA. Nesses casos, a investigação prossegue com o seriamento de ECGs e a coleta seriada de marcadores de necrose miocárdica, como a troponina, para identificar IAMSSST ou angina instável. A estratificação de risco, utilizando escores como GRACE e TIMI, é essencial para guiar a conduta terapêutica e definir a necessidade de intervenção invasiva precoce. Pacientes com SCA sem supradesnivelamento de ST e alto risco (avaliado pelos escores ou por características clínicas) podem se beneficiar de uma estratégia invasiva precoce, enquanto pacientes de baixo risco podem ser manejados com uma abordagem conservadora inicial. A fibrinólise é reservada para IAMCSST quando a angioplastia primária não está disponível em tempo hábil.

Perguntas Frequentes

Quais são os passos iniciais na avaliação de dor torácica na emergência?

Os passos iniciais incluem anamnese detalhada, exame físico, eletrocardiograma de 12 derivações em até 10 minutos e coleta de marcadores de necrose miocárdica. A avaliação rápida é crucial para identificar síndromes coronarianas agudas.

Por que é importante seriar o ECG e marcadores cardíacos em dor torácica?

O seriamento do ECG pode revelar alterações dinâmicas, como supradesnivelamento de ST que não estava presente inicialmente, ou inversão de onda T. O seriamento de marcadores de necrose miocárdica (troponinas) é fundamental para detectar elevação e queda, confirmando o diagnóstico de infarto.

Como os escores GRACE e TIMI auxiliam na conduta da SCA?

Os escores GRACE e TIMI são ferramentas de estratificação de risco que ajudam a prever a mortalidade e eventos isquêmicos em pacientes com SCA. Eles orientam a intensidade da terapia e a necessidade de intervenção invasiva precoce, diferenciando pacientes de alto e baixo risco.

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