Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2022
Homem, 65 anos, dislipidêmico e diabético, chega ao pronto-socorro com queixa de dor torácica de forte intensidade há 2 horas, com duração de 20 minutos, sem melhora ao repouso, com irradiação para os membros superiores. Sem alterações ao exame físico e eletrocardiograma. Apresentou troponina com resultado positivo. A respeito do tratamento desse paciente, a medicação que apresenta alteração na mortalidade é:
Em SCA sem supra de ST com troponina positiva, o AAS é a medicação que comprovadamente reduz a mortalidade.
Paciente com dor torácica isquêmica, fatores de risco cardiovascular e troponina positiva, mas sem supradesnivelamento de ST no ECG, apresenta uma Síndrome Coronariana Aguda sem Supradesnivelamento do Segmento ST (SCASSST). O Ácido Acetilsalicílico (AAS) é fundamental no tratamento, pois inibe a agregação plaquetária, prevenindo a formação de trombos e reduzindo a mortalidade.
A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é uma emergência médica que engloba o infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST), o infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST) e a angina instável. O caso descrito, com dor torácica isquêmica, fatores de risco (dislipidemia, diabetes), ECG sem alterações e troponina positiva, caracteriza uma SCASSST (especificamente um IAMSSST, dada a troponina positiva). A rápida identificação e tratamento são cruciais para reduzir a morbimortalidade. A fisiopatologia da SCASSST envolve a ruptura de uma placa aterosclerótica em uma artéria coronária, levando à formação de um trombo não oclusivo ou parcialmente oclusivo. Isso resulta em isquemia miocárdica, que pode ser detectada pela elevação dos biomarcadores cardíacos (troponina) e/ou alterações isquêmicas no ECG (infradesnivelamento de ST, inversão de onda T, ou ECG normal). O diagnóstico é clínico, eletrocardiográfico e laboratorial. O tratamento da SCASSST visa estabilizar a placa, prevenir a formação de novos trombos e reduzir a demanda de oxigênio do miocárdio. Dentre as medicações, o Ácido Acetilsalicílico (AAS) é um pilar fundamental e comprovadamente reduz a mortalidade. Ele atua como antiagregante plaquetário, inibindo a ciclooxigenase-1 e a produção de tromboxano A2, prevenindo a agregação plaquetária e a progressão do trombo. Outras terapias importantes incluem um segundo antiagregante (inibidor P2Y12), anticoagulantes, beta-bloqueadores, nitratos e estatinas. A escolha e o momento de cada intervenção dependem do risco do paciente e da estratégia de tratamento (invasiva precoce ou conservadora).
O AAS é um antiagregante plaquetário que inibe a ciclooxigenase-1 (COX-1), reduzindo a produção de tromboxano A2 e, consequentemente, a agregação plaquetária. Sua administração precoce em SCA é crucial para prevenir a formação e a propagação de trombos, reduzindo eventos isquêmicos e a mortalidade.
A SCASSST é diagnosticada em pacientes com dor torácica isquêmica e evidência de isquemia miocárdica (alterações no ECG como infradesnivelamento de ST, inversão de onda T ou ECG normal, e/ou elevação de biomarcadores cardíacos como a troponina), mas sem supradesnivelamento persistente do segmento ST.
Além do AAS, outras medicações incluem um segundo antiagregante plaquetário (ex: clopidogrel, ticagrelor), anticoagulantes (ex: heparina), beta-bloqueadores (se não houver contraindicações), nitratos (para alívio da dor) e estatinas de alta intensidade.
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