AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
Homem, 48 anos, procura emergência com desconforto torácico. Analise o seu eletrocardiograma abaixo:Considerando as informações apresentadas, o tratamento inicial para esse paciente é:
Desconforto torácico + ECG sem supra ST (SCA sem supra) → Anticoagulação plena + dupla antiagregação.
Em um paciente com desconforto torácico e ECG sem supradesnivelamento do segmento ST (Síndrome Coronariana Aguda sem supra de ST), o tratamento inicial inclui anticoagulação plena e dupla antiagregação plaquetária, visando estabilizar o trombo e prevenir sua progressão.
O desconforto torácico é uma das queixas mais comuns na emergência, e a Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é uma das causas mais graves. A SCA é um espectro de condições que incluem angina instável, infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST) e infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST). A diferenciação entre IAMCSST e SCA sem supra de ST é crucial para o manejo inicial. A fisiopatologia da SCA envolve a ruptura de uma placa aterosclerótica, levando à formação de um trombo que oclui parcial ou totalmente uma artéria coronária. No IAMSSST e na angina instável, a oclusão é geralmente parcial ou transitória, resultando em isquemia miocárdica sem elevação persistente do ST. O diagnóstico é feito pela clínica, ECG e marcadores de necrose miocárdica (troponinas). O tratamento inicial da SCA sem supra de ST visa estabilizar o paciente, aliviar a dor e prevenir a progressão do trombo. Isso inclui oxigênio, nitratos, morfina, betabloqueadores (se não houver contraindicação), e, fundamentalmente, terapia antitrombótica com anticoagulação plena (heparina, enoxaparina, fondaparinux) e dupla antiagregação plaquetária (ácido acetilsalicílico + clopidogrel, ticagrelor ou prasugrel). A estratificação de risco define a necessidade e o tempo para a intervenção coronária percutânea.
A conduta inicial para Síndrome Coronariana Aguda sem supradesnivelamento do ST (SCA sem supra) inclui estabilização clínica, oxigenoterapia se hipoxemia, nitratos, morfina para dor, e principalmente, anticoagulação plena e dupla antiagregação plaquetária.
A anticoagulação é crucial na SCA sem supra de ST para prevenir a formação e a progressão de trombos nas artérias coronárias, que são a causa subjacente da isquemia miocárdica.
A angioplastia coronária na SCA sem supra de ST é indicada após a estabilização inicial, geralmente em até 24-72 horas, dependendo do risco do paciente, e não de forma emergencial como no infarto com supra de ST.
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