Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Paciente do sexo masculino, 65 anos, hipertenso, dia- bético tipo 2 e ex-tabagista (30 maços/ano), apresenta dor torácica típica há 6 horas, irradiando para o braço esquerdo, associada a dispneia e sudorese. Na admissão ao pronto-socorro, o eletrocardiograma (ECG) mostra alterações de repolarização ventricular difusas sem supra de ST, e os níveis de troponina ultrassensível elevados. O paciente está hemodinamicamente estável, com pressão arterial de 140 x 85 mmHg e frequência cardíaca de 90 bpm. Calculado o escore GRACE, o valor encontrado foi de 140. Quais as medidas terapêuticas mais adequadas para esse paciente, de acordo com as diretrizes mais recentes?
SCASSST alto risco (GRACE > 140) → AAS + Ticagrelor + Anticoagulação + Cineangiocoronariografia em < 24h.
Pacientes com Síndrome Coronariana Aguda sem Supradesnivelamento do Segmento ST (SCASSST) e alto risco (como indicado pelo escore GRACE > 140) devem receber dupla antiagregação plaquetária (AAS + inibidor P2Y12 como ticagrelor), anticoagulação e serem encaminhados para cineangiocoronariografia em até 24 horas para estratificação invasiva e possível revascularização.
A Síndrome Coronariana Aguda sem Supradesnivelamento do Segmento ST (SCASSST) é uma condição grave que exige diagnóstico e manejo rápidos para prevenir desfechos adversos. Ela engloba o infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do ST (IAMSSST) e a angina instável. A apresentação clínica típica inclui dor torácica anginosa, que pode ser acompanhada de dispneia, sudorese e outros sintomas neurovegetativos, em pacientes com fatores de risco cardiovascular. O diagnóstico é confirmado pela elevação dos biomarcadores de necrose miocárdica (troponinas) na ausência de supradesnivelamento do segmento ST no ECG. A estratificação de risco, frequentemente realizada com escores como o GRACE, é fundamental para guiar a conduta. Pacientes com alto risco (GRACE > 140) se beneficiam de uma estratégia invasiva precoce, com cineangiocoronariografia realizada em até 24 horas da admissão. O tratamento farmacológico inicial para SCASSST de alto risco inclui dupla antiagregação plaquetária (ácido acetilsalicílico e um inibidor P2Y12 potente como ticagrelor ou prasugrel, se não houver contraindicações), anticoagulação (com heparina não fracionada, enoxaparina ou fondaparinux) e terapia adjunta para controle de sintomas e fatores de risco. A escolha do inibidor P2Y12 e o timing da intervenção invasiva são decisões críticas que impactam diretamente o prognóstico do paciente.
Uma SCASSST é considerada de alto risco se houver elevação de troponina, alterações dinâmicas do segmento ST ou onda T, instabilidade hemodinâmica, arritmias ventriculares graves, insuficiência cardíaca, dor recorrente ou escores de risco elevados (ex: GRACE > 140).
O escore GRACE é uma ferramenta prognóstica que estima o risco de mortalidade hospitalar e em 6 meses em pacientes com SCA. Um escore GRACE > 140 indica alto risco e justifica uma estratégia invasiva precoce (cineangiocoronariografia em até 24 horas).
O ticagrelor (e o prasugrel) são inibidores P2Y12 mais potentes e de ação mais rápida que o clopidogrel, com evidências de melhores desfechos em pacientes com SCASSST de alto risco, reduzindo eventos isquêmicos maiores.
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