Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2026
Homem de 46 anos com dor torácica atípica e ECG mostrando inversão de onda T em V2-V4. Troponina elevada. Qual diagnóstico mais provável?
Dor torácica + Troponina ↑ + ECG sem supra de ST = SCASSST (Infarto sem supra).
A elevação de troponina indica necrose miocárdica, diferenciando o infarto da angina instável, enquanto a ausência de supra de ST classifica a síndrome como SCASSST.
A Síndrome Coronariana Aguda sem supra de ST (SCASSST) é uma emergência médica comum caracterizada por desequilíbrio entre oferta e demanda de oxigênio miocárdico. Diferente do IAM com supra, a oclusão arterial costuma ser parcial ou intermitente, permitindo algum fluxo distal, mas resultando em necrose subendocárdica. O diagnóstico baseia-se na clínica de dor torácica, alterações dinâmicas no ECG (como inversão de T ou infra de ST) e, obrigatoriamente, a elevação de biomarcadores cardíacos. A estratificação de risco precoce é o pilar do tratamento, definindo quais pacientes se beneficiam de intervenção invasiva imediata (em até 2 horas), precoce (em até 24 horas) ou retardada. O uso de troponinas ultrassensíveis permitiu um diagnóstico mais rápido e preciso, reduzindo o tempo de observação no pronto-socorro e permitindo o início imediato de terapias antitrombóticas que reduzem a mortalidade e o risco de reinfarto.
A principal diferença reside na presença de marcadores de necrose miocárdica (troponinas). Na angina instável, não há elevação de troponina, enquanto na SCASSST (infarto sem supra), os níveis estão elevados, indicando morte celular miocárdica. Ambas fazem parte do espectro das síndromes coronarianas agudas sem supra de ST, mas o manejo e o prognóstico podem variar conforme a estratificação de risco.
Sugere isquemia na parede anterior do ventrículo esquerdo. Se associada a dor típica e troponina positiva, confirma o diagnóstico de infarto. Se for profunda e simétrica (padrão de Wellens), indica estenose crítica da artéria descendente anterior, exigindo cineangiocoronariografia urgente, mesmo que a troponina seja inicialmente negativa ou discretamente elevada.
O manejo inicial envolve antiagregação plaquetária dupla (AAS + inibidor P2Y12), anticoagulação (geralmente enoxaparina), nitratos para controle da dor e estatinas de alta potência. A estratificação de risco precoce, utilizando escores como GRACE ou TIMI, é fundamental para determinar o tempo ideal para a realização da cineangiocoronariografia (estratégia invasiva precoce vs. tardia).
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