SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2021
A dor torácica é o principal sintoma sugestivo de Síndrome Coronária Aguda (SCA) com características da dor torácica sugestivas de isquemia miocárdica. Sendo correto que:
Dor torácica > 20 min em repouso, angina de início recente/limitante ou em crescendo → ALERTA SCA → EMERGÊNCIA.
A dor torácica sugestiva de isquemia miocárdica que dura mais de 20 minutos em repouso, ou que se apresenta como angina de início recente e limitante, ou em padrão de crescendo, são sinais de alerta para Síndrome Coronariana Aguda (SCA) e exigem avaliação imediata em serviço de emergência.
A dor torácica é um dos sintomas mais comuns que levam pacientes ao pronto-socorro, e sua correta avaliação é crucial, pois pode indicar uma Síndrome Coronariana Aguda (SCA), uma condição potencialmente fatal. A capacidade de diferenciar uma dor torácica isquêmica de outras causas é uma competência essencial para todo residente. As características da dor, como tipo, localização, irradiação, fatores desencadeantes e de alívio, e sintomas associados, são fundamentais para o diagnóstico. A fisiopatologia da dor torácica isquêmica envolve a desproporção entre a oferta e a demanda de oxigênio pelo miocárdio, geralmente devido à aterosclerose coronariana. A angina instável e o infarto agudo do miocárdio (IAM) são manifestações da SCA. Critérios como dor anginosa em repouso com duração superior a 20 minutos, angina de início recente e limitante (Classe III ou IV da Canadian Cardiovascular Society - CCS) ou angina em crescendo (aumento da frequência, intensidade ou diminuição do limiar para o aparecimento dos sintomas) são marcadores de alto risco e indicam a necessidade de atendimento emergencial. O manejo inicial da SCA no pronto-socorro envolve a estabilização do paciente, eletrocardiograma (ECG) em até 10 minutos, dosagem de biomarcadores cardíacos (troponinas), e início de terapia anti-isquêmica e antitrombótica. Residentes devem estar aptos a realizar uma anamnese detalhada, interpretar o ECG e iniciar as medidas terapêuticas apropriadas, visando a reperfusão miocárdica e a prevenção de eventos adversos maiores.
A dor isquêmica é tipicamente retroesternal, opressiva, com irradiação para braço esquerdo, pescoço ou mandíbula, e pode ser acompanhada de dispneia, sudorese e náuseas.
Angina estável ocorre com esforço previsível e alivia com repouso/nitrato. Angina instável é dor em repouso, de início recente e limitante, ou em padrão de crescendo, indicando maior risco de SCA.
Dores anginosas que persistem por mais de 20 minutos em repouso são altamente sugestivas de isquemia miocárdica prolongada e indicam a necessidade de avaliação e intervenção urgentes para prevenir necrose miocárdica.
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