HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2021
Um paciente de 54 anos de idade, com história de hipertensão arterial e dislipidemia, deu entrada no pronto-socorro com queixa de dor torácica retroesternal irradiada para a mandíbula há uma hora. Sinais vitais na entrada: pressão arterial de 140 x 90 mmHg; frequência cardíaca de 92; saturação de O2 de 94%; e frequência respiratória de 20. Exame cardiopulmonar: ritmo cardíaco regular, sem sopros; e presença de B3 e B4. Murmúrio vesicular audível bilateralmente, com estertores finos em ambas as bases. Eletrocardiograma revelou infradesnivelamento de ST.Com base nesse caso hipotético, julgue o item.Está indicada a suplementação de oxigênio por cateter nasal.
SCA com SatO2 > 90% → Oxigenoterapia NÃO indicada rotineiramente. Apenas se hipoxemia ou desconforto respiratório.
As diretrizes atuais para Síndrome Coronariana Aguda (SCA) não recomendam a suplementação rotineira de oxigênio para pacientes com saturação de oxigênio (SatO2) acima de 90%. A oxigenoterapia deve ser reservada para casos de hipoxemia (SatO2 < 90%) ou sinais de desconforto respiratório.
A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é uma condição grave que engloba o infarto agudo do miocárdio (IAM) com ou sem supradesnivelamento do segmento ST e a angina instável. O manejo inicial rápido e eficaz é crucial para limitar o dano miocárdico e melhorar o prognóstico do paciente. A dor torácica retroesternal irradiada, associada a fatores de risco como hipertensão e dislipidemia, é altamente sugestiva de SCA, e o eletrocardiograma (ECG) é fundamental para o diagnóstico diferencial. Historicamente, a oxigenoterapia era administrada rotineiramente a todos os pacientes com suspeita de SCA. No entanto, as diretrizes atuais, baseadas em evidências, desaconselham essa prática para pacientes normoxêmicos (saturação de oxigênio ≥ 90%). Estudos como o DETO2X-AMI e AVOID demonstraram que a suplementação de oxigênio em pacientes sem hipoxemia pode ser prejudicial, levando à vasoconstrição coronariana, aumento da resistência vascular sistêmica e, potencialmente, ao aumento do tamanho do infarto. Portanto, a suplementação de oxigênio deve ser reservada para pacientes com hipoxemia (SatO2 < 90%) ou aqueles com sinais de desconforto respiratório. A compreensão dessa mudança nas diretrizes é vital para residentes e médicos, garantindo um manejo baseado em evidências e evitando intervenções que possam ser deletérias. O foco principal permanece na reperfusão precoce e no controle dos sintomas e fatores de risco.
A suplementação de oxigênio é indicada em pacientes com SCA que apresentam hipoxemia (saturação de oxigênio < 90%), sinais de desconforto respiratório, insuficiência cardíaca ou choque. Não é recomendada para pacientes normoxêmicos (SatO2 ≥ 90%).
Estudos demonstraram que a oxigenoterapia em pacientes normoxêmicos com SCA pode ser prejudicial, levando à vasoconstrição coronariana, redução do fluxo sanguíneo miocárdico e aumento do tamanho do infarto. Portanto, deve ser usada com critério.
Os pilares do tratamento inicial incluem alívio da dor (nitratos, morfina), antiagregação plaquetária (aspirina, clopidogrel/ticagrelor/prasugrel), anticoagulação (heparina), betabloqueadores (se não houver contraindicações) e, crucialmente, a estratégia de reperfusão (angioplastia primária ou fibrinolíticos) para IAM com supradesnivelamento de ST.
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