INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um homem de 68 anos busca uma unidade de pronto-atendimento devido à dor precordial tipo aperto, irradiada para região cervical anterior, de intensidade moderada. O primeiro episódio de dor se iniciou há aproximadamente 4 horas e cessou, espontaneamente, após 15 minutos de duração. Relata que, há 20 minutos, iniciou-se um novo episódio de dor precordial, tipo aperto, irradiada para região cervical, um pouco mais intensa do que a anterior e que, no momento, parece estar diminuindo. O paciente é hipertenso há 16 anos e diabético há 7 anos. Faz uso diário de enalapril, 20 mg de 12 em 12 horas, de glibenclamida, 5 mg ao dia, e de metformina, 850 mg 2 vezes ao dia. Nega tabagismo e refere fazer caminhadas diárias de até 40 minutos. Relata que seu irmão mais velho faleceu por infarto agudo do miocárdio há 30 dias. O exame físico apresentou-se sem alterações. O paciente realizou dosagem de troponina ao ser admitido e após 3 horas, ambas com resultados normais. Também realizou 2 ECGs: o primeiro na admissão e, o segundo, depois de 30 minutos:Nesse caso, a conduta terapêutica correta é proceder com
Dor precordial atípica + Troponinas e ECGs normais → Baixo risco para SCA. Encaminhamento ambulatorial.
Em pacientes com dor precordial, fatores de risco cardiovascular e troponinas e ECGs seriados normais, a probabilidade de síndrome coronariana aguda (SCA) é baixa. Nesses casos, a conduta mais adequada é o acompanhamento ambulatorial com cardiologista para investigação complementar e otimização do controle dos fatores de risco.
A avaliação da dor precordial no pronto-atendimento é um desafio diagnóstico frequente, exigindo uma abordagem sistemática para diferenciar síndromes coronarianas agudas (SCA) de outras causas. Pacientes com fatores de risco cardiovascular, como hipertensão e diabetes, têm maior probabilidade de SCA, mas nem toda dor torácica é de origem cardíaca. O protocolo de avaliação inclui anamnese detalhada, exame físico, eletrocardiograma (ECG) e dosagem de marcadores de necrose miocárdica, como a troponina. A realização de ECGs seriados e troponinas seriadas é fundamental para detectar alterações dinâmicas ou elevações tardias. No caso de troponinas e ECGs normais após um período de observação, a probabilidade de SCA é significativamente reduzida. Quando a SCA é descartada com segurança, a conduta deve focar no controle dos fatores de risco e na investigação ambulatorial de outras causas de dor torácica. O encaminhamento ao cardiologista permite uma avaliação mais aprofundada, incluindo testes funcionais ou de imagem, e a otimização do tratamento de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, prevenindo futuros eventos cardiovasculares.
A dor precordial, mesmo em pacientes com fatores de risco, pode não indicar SCA quando as troponinas cardíacas seriadas e os eletrocardiogramas (ECGs) seriados permanecem normais. Isso sugere que não houve lesão miocárdica significativa ou isquemia aguda com alterações elétricas.
A dosagem seriada de troponina e os ECGs seriados são cruciais para detectar elevação tardia de marcadores de necrose miocárdica ou alterações isquêmicas dinâmicas. Resultados normais em múltiplas coletas e ECGs aumentam a segurança em afastar uma SCA de alto risco.
Para um paciente com dor precordial e exames cardíacos normais, os próximos passos incluem acolhimento, orientações sobre os fatores de risco e encaminhamento para acompanhamento ambulatorial com cardiologista. O especialista poderá realizar testes adicionais, como teste ergométrico ou cintilografia, para investigar isquemia crônica ou outras causas da dor.
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