IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
Homem de 72 anos de idade refere dor precordial em aperto, sudorese e náuseas há 4 horas. Exame físico: PA: 165 x 105 mmHg (ambos os membros superiores), FC: 65 bpm, FR: 15 ipm e SatO₂: 95%; tórax: estertores bilaterais em bases pulmonares; ausculta cardíaca: sem alteração relevante; abdome normal; pulsos carotídeos, radiais e femorais palpáveis e simétricos; não há edema de membros inferiores. Radiografia de tórax: normal. O ECG realizado é mostrado a seguir (não há alteração de segmento ST em derivações periféricas). Foram administrados 300 mg oral de aspirina. Admitindo-se que não há contraindicações a antiplaquetários, anticoagulantes ou fibrinolíticos, nesse momento, o tratamento correto é:
SCA com ECG sem supra de ST periférico + dor > 4h → considerar fibrinólise se STEMI em outras derivações, com Clopidogrel, Enoxaparina e Tenecteplase.
O paciente apresenta quadro clínico sugestivo de Síndrome Coronariana Aguda (SCA) com dor precordial há 4 horas. Embora o enunciado mencione 'não há alteração de segmento ST em derivações periféricas', a presença de opções de fibrinólise sugere que o ECG completo (não mostrado) indicaria um Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (STEMI) em outras derivações. Nesse cenário, a fibrinólise é uma opção de reperfusão, e a combinação de clopidogrel, enoxaparina e tenecteplase é um esquema padrão para STEMI.
A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e tratamento adequado para minimizar o dano miocárdico e melhorar o prognóstico do paciente. O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (STEMI) é a forma mais grave de SCA, caracterizada por oclusão completa de uma artéria coronária, necessitando de reperfusão urgente. A escolha entre intervenção coronária percutânea primária (PCI) e fibrinólise depende da disponibilidade e do tempo até o procedimento. Quando a PCI não é prontamente acessível, a fibrinólise é a estratégia de reperfusão preferencial, especialmente se iniciada dentro das primeiras horas do início dos sintomas. O objetivo é restaurar o fluxo sanguíneo na artéria ocluída. A terapia fibrinolítica moderna envolve a administração de um agente fibrinolítico (como tenecteplase, que é um fibrinolítico de segunda geração com administração em bolus único), em conjunto com terapia antiplaquetária dupla (AAS e um inibidor P2Y12 como clopidogrel) e um anticoagulante (como enoxaparina). É fundamental que o residente compreenda os critérios de indicação e contraindicação da fibrinólise, bem como a farmacologia e a dosagem dos medicamentos envolvidos. A combinação de clopidogrel, enoxaparina e tenecteplase representa uma abordagem terapêutica eficaz e baseada em evidências para pacientes com STEMI que se beneficiam da fibrinólise, visando a lise do trombo e a prevenção de novos eventos isquêmicos.
A fibrinólise é indicada no Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (STEMI) quando a intervenção coronária percutânea primária (PCI) não pode ser realizada em tempo hábil (geralmente dentro de 120 minutos do primeiro contato médico).
A combinação padrão para fibrinólise em STEMI inclui um agente fibrinolítico (como tenecteplase), um antiplaquetário (como AAS e clopidogrel) e um anticoagulante (como enoxaparina ou heparina não fracionada).
As principais contraindicações absolutas para a fibrinólise incluem AVC hemorrágico prévio, AVC isquêmico nos últimos 3 meses, neoplasia intracraniana, hemorragia interna ativa, dissecção aórtica e trauma craniano ou facial grave recente.
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