Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2021
Paciente de 21 anos, portador de fibrose cística em uso domiciliar de oxigênio, procura o pronto-socorro queixando-se de piora da dispneia, aumento do fluxo de oxigênio domiciliar e dor torácica. Nega febre. Nega piora da tosse. Nega outras queixas. É realizado a radiografia de tórax abaixo. A principal hipótese diagnóstica é:
Dor torácica e dispneia em jovem com fibrose cística, mesmo sem febre, exige ampla investigação, incluindo causas cardíacas.
Embora pneumotórax e exacerbação pulmonar sejam comuns em fibrose cística, a dor torácica aguda em um paciente jovem, mesmo sem fatores de risco clássicos, não deve excluir a investigação de causas cardíacas, como a síndrome coronariana aguda, especialmente se o RX de tórax não for conclusivo para outras etiologias pulmonares.
A fibrose cística é uma doença genética multissistêmica que afeta principalmente os pulmões e o trato gastrointestinal. Pacientes com fibrose cística frequentemente apresentam complicações pulmonares, como infecções crônicas, bronquiectasias e pneumotórax, que podem se manifestar com dispneia e dor torácica. A piora da dispneia e o aumento da necessidade de oxigênio são sinais de descompensação respiratória. O diagnóstico diferencial da dor torácica em pacientes com fibrose cística é amplo e inclui exacerbações infecciosas, pneumotórax espontâneo, dor musculoesquelética e refluxo gastroesofágico. Embora a síndrome coronariana aguda seja rara em pacientes jovens, especialmente sem fatores de risco cardiovasculares clássicos, a dor torácica aguda e a dispneia devem sempre levantar a suspeita de causas cardíacas, que não podem ser negligenciadas. A conduta inicial deve incluir uma avaliação completa com história clínica detalhada, exame físico, eletrocardiograma (ECG) para descartar isquemia ou arritmias, radiografia de tórax para avaliar pneumotórax ou congestão pulmonar, e marcadores cardíacos se houver suspeita de síndrome coronariana. O tratamento dependerá da etiologia, podendo variar de suporte respiratório e antibióticos para exacerbações pulmonares a intervenção cardíaca em casos de SCA.
As causas mais comuns incluem exacerbações pulmonares infecciosas, pneumotórax espontâneo, dor musculoesquelética, refluxo gastroesofágico e, menos frequentemente, complicações cardíacas como hipertensão pulmonar ou, raramente, síndrome coronariana aguda.
Em pacientes jovens, a síndrome coronariana aguda é menos provável, mas não deve ser totalmente descartada. Outras causas como miocardite, pericardite, dissecção aórtica ou anomalias congênitas devem ser consideradas. A investigação deve ser abrangente, incluindo ECG e marcadores cardíacos.
Radiografia de tórax, eletrocardiograma (ECG), oximetria de pulso, gasometria arterial e hemograma completo são exames iniciais importantes. Marcadores cardíacos (troponinas) devem ser solicitados se houver suspeita de síndrome coronariana aguda.
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