Síndrome Coronariana Aguda: Conduta Inicial e Antiagregação

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2019

Enunciado

Homem, 53a, refere episódios de dor precordial relacionados aos esforços há cerca de 1 mês. O último episódio ocorreu há cerca de 2 horas, após subir uma ladeira, e ainda persiste no momento da consulta. Antecedentes pessoais: tabagismo 40 maços/ano. Exame físico: FC= 68bpm, FR= 14irpm, PA= 142X92 mmHg, Eletrocardiograma:A CONDUTA INICIAL NESTE CASO É:

Alternativas

  1. A) Inibidor da ciclo-oxigenase-1 e da gliproteína IIb/IIIa.
  2. B) Inibidor da ciclo-oxigenase-2 e do receptor do ADP.
  3. C) Inibidor da ciclo-oxigenase-1 e do receptor do ADP.
  4. D) Inibidor da ciclo-oxigenase-2 e da gliproteína IIb/IIIa.

Pérola Clínica

SCA com dor persistente → dupla antiagregação plaquetária (AAS + inibidor P2Y12) + nitrato + oxigênio se hipoxemia.

Resumo-Chave

O paciente apresenta dor precordial persistente relacionada a esforço, com fatores de risco para doença arterial coronariana (tabagismo). A conduta inicial em uma Síndrome Coronariana Aguda (SCA) sem supradesnivelamento do segmento ST inclui a dupla antiagregação plaquetária com AAS (inibidor da COX-1) e um inibidor do receptor P2Y12 do ADP (como clopidogrel, ticagrelor ou prasugrel).

Contexto Educacional

A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é uma emergência médica que engloba um espectro de condições, desde a angina instável até o infarto agudo do miocárdio com ou sem supradesnivelamento do segmento ST. É causada pela ruptura de uma placa aterosclerótica em uma artéria coronária, levando à formação de um trombo e consequente isquemia miocárdica. A rápida identificação e intervenção são cruciais para preservar o miocárdio e melhorar o prognóstico. A conduta inicial em pacientes com suspeita de SCA, especialmente aqueles com dor precordial persistente, envolve uma série de medidas. Entre elas, a antiagregação plaquetária é um pilar fundamental. O ácido acetilsalicílico (AAS), um inibidor irreversível da ciclo-oxigenase-1, e um inibidor do receptor P2Y12 do ADP (como clopidogrel, ticagrelor ou prasugrel) são administrados precocemente para inibir a agregação plaquetária e prevenir a progressão do trombo. Além da dupla antiagregação, outras medidas incluem oxigenoterapia (se hipoxemia), nitratos para alívio da dor e vasodilatação, betabloqueadores (se não houver contraindicações) e estatinas de alta intensidade. A escolha da estratégia de reperfusão (angioplastia primária ou trombólise) dependerá do tipo de SCA (com ou sem supra de ST) e da disponibilidade de recursos, mas a terapia antiplaquetária é quase universalmente indicada.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da dupla antiagregação plaquetária na SCA?

A dupla antiagregação (AAS + inibidor P2Y12) é crucial para prevenir a formação de trombos e a oclusão das artérias coronárias, reduzindo o risco de eventos isquêmicos recorrentes e morte.

Quais medicamentos são considerados inibidores da ciclo-oxigenase-1 e do receptor do ADP?

O ácido acetilsalicílico (AAS) é um inibidor da ciclo-oxigenase-1. Os inibidores do receptor do ADP (P2Y12) incluem clopidogrel, ticagrelor e prasugrel.

Quando se deve considerar a administração de inibidores da glicoproteína IIb/IIIa na SCA?

Os inibidores da glicoproteína IIb/IIIa são agentes antiplaquetários potentes, geralmente reservados para pacientes de alto risco ou durante intervenções coronárias percutâneas (ICP), em adição à dupla antiagregação.

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