IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2022
Um paciente de 65 anos de idade, previamente hipertenso, dislipidêmico, diabético insulinodependente, com nefropatia e retinopatia diabética, em investigação de doença do refluxo gástrico e em teste terapêutico com omeprazol iniciado há três semanas, procurou o pronto-socorro devido a quadro de dispneia, iniciado há quinze dias. Negava quadro semelhante prévio e passou a apresentar uma falta de ar progressiva. No momento da avaliação, estava dispneico ao repouso, com FR de 30, PA de 90 x 60, FC de 97, ausculta cardíaca sem particularidades e ausculta pulmonar com estertor crepitante bilateral. Optou-se, então, pela internação para manejo clínico do caso. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta o exame mais pertinente a ser realizado durante a internação.
Paciente com múltiplos FR CV, dispneia progressiva, estertores e hipotensão → suspeitar SCA descompensando IC → Cineangiocoronariografia.
Em pacientes com múltiplos fatores de risco cardiovascular que apresentam dispneia progressiva, sinais de congestão pulmonar (estertores) e hipotensão, a principal hipótese diagnóstica é uma síndrome coronariana aguda (SCA) descompensando uma insuficiência cardíaca. A cineangiocoronariografia é o exame mais pertinente para confirmar ou excluir a SCA e guiar o tratamento definitivo.
A síndrome coronariana aguda (SCA) é uma das principais causas de insuficiência cardíaca descompensada, especialmente em pacientes idosos com múltiplos fatores de risco cardiovascular como diabetes mellitus, hipertensão e dislipidemia. A apresentação clínica pode ser atípica, manifestando-se como dispneia progressiva, estertores pulmonares e hipotensão, sem a clássica dor torácica. É crucial reconhecer esses sinais para um diagnóstico e tratamento precoces, que impactam diretamente o prognóstico do paciente. A fisiopatologia envolve a ruptura de uma placa aterosclerótica nas artérias coronárias, levando à formação de trombo e isquemia miocárdica, que pode resultar em disfunção ventricular esquerda aguda e edema agudo de pulmão. O diagnóstico rápido é fundamental e, após a estabilização inicial, a cineangiocoronariografia se torna o exame mais pertinente para avaliar a anatomia coronariana e guiar a estratégia de revascularização, seja por angioplastia ou cirurgia. Exames como ultrassom pulmonar podem confirmar a congestão, mas não elucidam a etiologia. O manejo inicial inclui suporte hemodinâmico, oxigenoterapia e medicamentos para reduzir a pré e pós-carga, além de terapia anti-isquêmica. A identificação e tratamento da SCA subjacente são a chave para reverter o quadro de descompensação. Residentes devem estar atentos à apresentação atípica da SCA em pacientes de alto risco, priorizando a investigação coronariana para otimizar o tratamento e melhorar os desfechos.
Sinais incluem dispneia progressiva, estertores crepitantes bilaterais, hipotensão, taquicardia e, por vezes, dor torácica. A presença de múltiplos fatores de risco cardiovascular aumenta a suspeita.
A cineangiocoronariografia é crucial para visualizar as artérias coronárias, identificar obstruções e determinar a necessidade de revascularização, sendo fundamental para o manejo da SCA que leva à descompensação cardíaca.
Os diferenciais incluem edema agudo de pulmão cardiogênico (por SCA, valvopatia, arritmia), TEP maciço, choque séptico com SARA, e outras causas de choque com congestão pulmonar. A história clínica e fatores de risco são essenciais para direcionar a investigação.
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