Síndrome Coronariana Aguda: Diagnóstico da Dor Torácica Isquêmica

UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2015

Enunciado

Paciente do sexo masculino, com 54 anos, chega ao pronto atendimento referindo desconforto torácico descrito como uma sensação de peso e localiza a sensação colocando a mão sobre o esterno, com irradiação para o ombro esquerdo. O desconforto foi desencadeado após esforço físico habitual. Nega sintomatologia semelhante anteriormente. A dor aliviou 20 minutos após chegar ao hospital. Tem diagnóstico há três anos de dislipidemia. Em uso de sinvastatina 20 mg ao dia. Nesse caso, qual é a hipótese diagnóstica? 

Alternativas

  1. A) Embolia de pulmão.
  2. B) Esofagite.
  3. C) Síndrome coronariana aguda.
  4. D) Pneumotórax.
  5. E) Dissecção de aorta.

Pérola Clínica

Dor torácica em peso retroesternal, irradiando para ombro esquerdo, desencadeada por esforço, aliviada em repouso, com fatores de risco → SCA.

Resumo-Chave

A descrição da dor torácica (tipo peso, retroesternal, irradiação para ombro esquerdo, desencadeada por esforço) em um paciente com fatores de risco cardiovascular (dislipidemia, idade) é altamente sugestiva de isquemia miocárdica, caracterizando uma Síndrome Coronariana Aguda (SCA), mesmo que a dor tenha aliviado.

Contexto Educacional

A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é uma emergência médica que engloba condições como angina instável, infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSST) e infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST). É causada por isquemia miocárdica aguda, geralmente devido à ruptura de uma placa aterosclerótica com formação de trombo em uma artéria coronária. A apresentação clínica clássica envolve dor torácica retroesternal, descrita como peso, aperto ou queimação, com irradiação para o ombro esquerdo, braço, pescoço ou mandíbula. Essa dor é frequentemente desencadeada por esforço físico ou estresse e pode ser acompanhada de dispneia, sudorese, náuseas e palidez. Fatores de risco como dislipidemia, hipertensão, diabetes e tabagismo aumentam a probabilidade de SCA. Mesmo que a dor alivie espontaneamente, a suspeita de SCA deve ser mantida, pois a angina instável pode ter um curso intermitente. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para preservar a função miocárdica e reduzir a mortalidade. A avaliação inicial inclui eletrocardiograma (ECG) e dosagem de marcadores de necrose miocárdica, como troponinas.

Perguntas Frequentes

Quais são as características da dor torácica isquêmica?

A dor torácica isquêmica é tipicamente descrita como peso, aperto ou queimação retroesternal, podendo irradiar para o pescoço, mandíbula, ombros ou braços (mais comum o esquerdo), e é frequentemente desencadeada por esforço físico ou estresse emocional.

Quais fatores de risco aumentam a chance de SCA?

Fatores de risco incluem idade avançada, sexo masculino, dislipidemia, hipertensão arterial, diabetes mellitus, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar de doença coronariana precoce.

Qual a conduta inicial para um paciente com suspeita de SCA?

A conduta inicial envolve estabilização do paciente, monitorização cardíaca, acesso venoso, oxigenoterapia se hipoxemia, e administração de medicamentos como nitratos, aspirina, clopidogrel e morfina (se dor persistente), além de solicitação de ECG e marcadores de necrose miocárdica.

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