Dor Precordial: Manejo Inicial e Exames na SCA

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025

Enunciado

Um homem de 52 anos de idade, tabagista com 30 anos/maço, diabético e dislipidêmico, dirigiu‑se ao pronto‑socorro com dor precordial, inespecífica, sem irradiação, que se iniciou há 10 minutos, ao levantar uma caixa, com sudorese a mal‑estar associado. Foi realizado eletrocardiograma (apresentado a seguir) e troponina (dentro do valor de referência/normal).Com base nessa situação hipotética, e na imagem acima, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada para essa situação.

Alternativas

  1. A) Trata‑se de um caso de angina, porém sem infarto agudo do miocárdio. O paciente deverá realizar um teste ergométrico ambulatorialmente.
  2. B) O paciente deverá ser submetido à angioplastia primária, por se tratar de um infarto com supra de seguimento ST de V2 a V4.
  3. C) Deverá ser mantido no pronto‑socorro para seriar eletrocardiograma e troponina.
  4. D) Trata‑se de um caso de angina, porém sem infarto agudo do miocárdio. O paciente deverá realizar angiotomografia de coronárias ambulatorialmente.
  5. E) O paciente deverá ser submetido à trombólise química devido a infarto agudo do miocárdio sem critérios para angioplastia primária.

Pérola Clínica

Dor precordial + ECG normal + troponina normal inicial → seriar ECG e troponina para excluir SCA.

Resumo-Chave

Em pacientes com dor precordial sugestiva de isquemia, mesmo com ECG e troponina iniciais normais, é fundamental seriar esses exames. A troponina pode levar horas para se elevar, e o ECG pode mudar, indicando uma síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento do segmento ST (SCASSST) ou angina instável.

Contexto Educacional

A dor precordial é um sintoma comum no pronto-socorro e pode indicar uma síndrome coronariana aguda (SCA), que inclui angina instável (AI), infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST) e infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST). Pacientes com múltiplos fatores de risco cardiovascular (tabagismo, diabetes, dislipidemia, hipertensão) têm maior probabilidade de SCA, mesmo com sintomas atípicos. O eletrocardiograma (ECG) e a dosagem de troponina são ferramentas diagnósticas essenciais na avaliação da dor precordial. No entanto, um ECG inicial normal não exclui SCA, e a troponina pode levar de 3 a 6 horas para se elevar após o início da lesão miocárdica. Portanto, a avaliação seriada desses exames é crucial para não perder um diagnóstico de SCA, especialmente IAMSSST ou angina instável. A conduta inicial em casos de dor precordial sugestiva, mas com ECG e troponina normais, envolve a observação do paciente no pronto-socorro, com monitoramento contínuo, ECGs seriados e dosagens repetidas de troponina (geralmente em 3 e/ou 6 horas). Isso permite identificar elevações tardias ou alterações dinâmicas no ECG que confirmem o diagnóstico de SCA. A angioplastia primária ou trombólise são para IAMCSST, e testes ergométricos ou angiotomografia são para estratificação ambulatorial após a exclusão de SCA aguda.

Perguntas Frequentes

Quando a troponina se eleva após um evento isquêmico?

A troponina cardíaca geralmente começa a se elevar no sangue de 3 a 6 horas após o início da lesão miocárdica isquêmica, atinge o pico em 12 a 24 horas e pode permanecer elevada por vários dias. Por isso, a dosagem seriada é crucial.

Qual a importância de seriar ECG e troponina na dor precordial?

Seriar o ECG e a troponina é fundamental para detectar alterações dinâmicas que podem não estar presentes na avaliação inicial. O ECG pode evoluir com isquemia ou infarto, e a troponina pode se elevar tardiamente, confirmando uma Síndrome Coronariana Aguda.

Quais os fatores de risco para síndrome coronariana aguda?

Os principais fatores de risco para síndrome coronariana aguda incluem tabagismo, diabetes mellitus, dislipidemia, hipertensão arterial sistêmica, obesidade, sedentarismo, histórico familiar de doença coronariana precoce e idade avançada.

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