PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026
Você está trabalhando em um hospital de referência e atende a paciente M, sexo feminino, 72 anos, diabética e hipertensa. Ela queixa-se de estar apresentando, há cerca de 30 minutos, dor precordial em aperto, irradiada para o dorso, acompanhada de vômitos e sudorese fria. Os principais achados do exame físico são: Frequência cardíaca: 116 bpm, PA 90x70, estertores subcreptantes em bases pulmonares e galope (B3). O ECG mostra infradesnivelamento do segmento ST de 2 mm e inversão de onda T de V2 a V6. Qual a conduta apropriada nesse momento?
SCASSST + Instabilidade hemodinâmica/Choque → Cineangiocoronariografia imediata (< 2h).
Pacientes com SCA sem supra de ST que apresentam sinais de instabilidade (hipotensão, congestão pulmonar, arritmias graves) necessitam de estratégia invasiva imediata.
A Síndrome Coronariana Aguda sem supradesnivelamento do segmento ST (SCASSST) exige uma estratificação de risco criteriosa para definir o tempo ideal da intervenção. Pacientes que apresentam critérios de 'muito alto risco', como instabilidade hemodinâmica (hipotensão), insuficiência cardíaca aguda (presença de B3 e estertores crepitantes) ou dor torácica refratária, devem ser encaminhados para a estratégia invasiva imediata (em até 2 horas). O objetivo é a identificação da lesão culpada e a revascularização precoce para interromper a isquemia miocárdica progressiva e reverter o quadro de baixo débito. É importante notar que o uso de betabloqueadores endovenosos (como Metoprolol) é contraindicado na fase aguda de pacientes com sinais de insuficiência cardíaca ou risco de choque cardiogênico, pois podem agravar a disfunção ventricular.
A estratégia invasiva imediata (em até 2 horas) está indicada em pacientes com Síndrome Coronariana Aguda sem supra de ST que apresentam critérios de muito alto risco: instabilidade hemodinâmica ou choque cardiogênico, dor torácica recorrente ou persistente apesar do tratamento médico, arritmias fatais ou parada cardíaca, complicações mecânicas do IAM, ou insuficiência cardíaca aguda relacionada à isquemia.
Não. O uso de fibrinolíticos (como Alteplase ou Tenecteplase) é formalmente contraindicado em pacientes com Síndrome Coronariana Aguda sem supradesnivelamento do segmento ST. Estudos demonstram que, nesses casos, a fibrinólise não oferece benefício e está associada a um aumento significativo do risco de sangramentos e eventos adversos, sem reduzir a mortalidade.
Embora a dosagem de troponinas seja fundamental para o diagnóstico e estratificação de risco na SCA, em pacientes que já se apresentam com instabilidade hemodinâmica ou sinais de choque (como a paciente do caso), a conduta invasiva (cateterismo) não deve ser retardada para aguardar o resultado dos biomarcadores. A prioridade é a revascularização imediata.
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