Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025
Nos casos de Angina Instável e Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnível do Segmento - ST em que a decisão for de revascularização miocárdica cirúrgica, podemos indicar como correto que:
Paciente com SCA (AI/IAMSSST) com indicação de CRM → Internação hospitalar (semi-intensiva ou quarto) até a cirurgia.
Pacientes com Síndrome Coronariana Aguda (Angina Instável ou IAM sem supra de ST) que necessitam de revascularização cirúrgica devem permanecer internados para monitorização contínua e manejo de possíveis complicações até o procedimento.
Pacientes diagnosticados com Angina Instável (AI) ou Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnível do Segmento ST (IAMSSST) representam um espectro de síndromes coronarianas agudas que exigem manejo cuidadoso. Quando a decisão é pela revascularização miocárdica cirúrgica (CRM), seja por doença multiarterial extensa, lesão de tronco de coronária esquerda ou outras complexidades anatômicas, a internação hospitalar é mandatória. A permanência em ambiente hospitalar, seja em unidade semi-intensiva ou em um quarto com monitorização adequada, é fundamental para garantir a segurança do paciente. Durante esse período de espera pela cirurgia, o paciente ainda está em risco de eventos cardiovasculares adversos, como isquemia recorrente, arritmias graves, insuficiência cardíaca ou mesmo um novo infarto. A monitorização contínua permite a detecção precoce e o manejo imediato dessas complicações. Além da monitorização, o ambiente hospitalar permite a otimização do tratamento clínico, incluindo ajuste de medicações anti-isquêmicas, antiplaquetárias e anticoagulantes, bem como a preparação pré-operatória. A alta hospitalar ou a permanência em ambiente não hospitalar para pacientes com SCA aguardando cirurgia de revascularização é uma conduta inadequada e perigosa, pois expõe o paciente a riscos desnecessários sem o suporte médico adequado.
As indicações incluem doença multiarterial grave, lesão de tronco da coronária esquerda, doença coronariana complexa não passível de intervenção percutânea, ou falha da intervenção percutânea.
A monitorização hospitalar é crucial para detectar e manejar arritmias, isquemia recorrente, insuficiência cardíaca ou outras complicações que podem surgir antes da cirurgia, garantindo intervenção rápida se necessário.
Os objetivos incluem alívio da isquemia, prevenção de eventos trombóticos (com antiplaquetários e anticoagulantes), controle da frequência cardíaca e pressão arterial, e otimização da função ventricular.
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