CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2011
O tamanho da capsulorrexe indicado no esquema abaixo pela seta pode favorecer:
Capsulorrexe pequena (micro-rhexis) → ↑ Risco de Síndrome da Constrição Capsular (Fimose).
Uma abertura capsular anterior excessivamente pequena favorece a metaplasia de células epiteliais, resultando em fibrose e contração progressiva do saco capsular.
A capsulorrexe contínua curvilínea (CCC) ideal deve ter entre 5,0 e 5,5 mm, permitindo que a borda da lente intraocular fique levemente recoberta (360 graus). Capsulorrexes muito pequenas aumentam drasticamente o risco de síndrome da constrição capsular, especialmente em pacientes com pseudoesfoliação, uveítes ou fragilidade zonular prévia. O reconhecimento precoce desta condição é vital para evitar complicações tardias como o descolamento do saco capsular ou a luxação da lente para o vítreo.
Também conhecida como fimose capsular, é uma complicação pós-operatória da cirurgia de catarata caracterizada pela redução progressiva do diâmetro da capsulorrexe anterior devido à fibrose e metaplasia das células epiteliais do cristalino remanescentes.
Uma capsulorrexe pequena deixa uma área maior de epitélio capsular anterior em contato com a lente intraocular. A proliferação celular e a subsequente contração das fibras colágenas exercem forças centrípetas que fecham a abertura, podendo causar zonulólise ou deslocamento da lente.
O tratamento padrão é a realização de capsulotomia anterior com YAG laser. O laser é utilizado para fazer cortes radiais na borda fibrótica da capsulorrexe, aliviando a tensão de tração e interrompendo o processo de constrição.
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