SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020
Paciente em investigação de doença adrenal retorna com exames solicitados na última consulta: aldosterona elevada (mesmo após teste com infusão salina); atividade plasmática da renina reduzida; sódio urinário elevado; cateterismo de veias adrenais com coleta de sangue para dosagem de aldosterona revelou secreção unilateral de aldosterona. Qual o provável diagnóstico da paciente?
Aldosterona ↑ + Renina ↓ + secreção unilateral no cateterismo → Síndrome de Conn (aldosteronoma).
A Síndrome de Conn é um hiperaldosteronismo primário causado por um adenoma adrenal secretor de aldosterona. A supressão da renina e a lateralização da secreção são cruciais para o diagnóstico e diferenciação de outras causas.
A Síndrome de Conn, ou hiperaldosteronismo primário, é uma causa comum de hipertensão secundária, afetando cerca de 5-10% dos hipertensos. É caracterizada pela produção excessiva e autônoma de aldosterona pelas glândulas adrenais, levando à retenção de sódio, perda de potássio e expansão do volume intravascular, resultando em hipertensão e, frequentemente, hipocalemia. O diagnóstico precoce é crucial, pois o tratamento pode curar a hipertensão ou melhorar significativamente seu controle. A fisiopatologia envolve a secreção desregulada de aldosterona, que não é suprimida pela infusão salina ou por níveis baixos de renina. A investigação diagnóstica começa com a triagem da relação aldosterona plasmática/atividade de renina plasmática (ARP). Um valor elevado (>20-30) sugere hiperaldosteronismo primário, que deve ser confirmado por testes supressivos (ex: infusão salina). A lateralização da fonte de aldosterona (adenoma unilateral vs. hiperplasia bilateral) é feita preferencialmente pelo cateterismo de veias adrenais, especialmente em pacientes que são candidatos à adrenalectomia. O tratamento da Síndrome de Conn depende da causa. Adenomas unilaterais (aldosteronomas) são tratados com adrenalectomia laparoscópica, que frequentemente cura a hipertensão ou melhora seu controle. A hiperplasia adrenal bilateral é geralmente manejada com antagonistas do receptor de mineralocorticoides, como a espironolactona ou eplerenona. O manejo adequado é vital para prevenir complicações cardiovasculares e renais associadas à hipertensão e hipocalemia crônicas.
Os critérios incluem aldosterona plasmática elevada, atividade plasmática da renina suprimida (resultando em uma alta relação aldosterona/renina), e confirmação da secreção autônoma de aldosterona por testes supressivos.
O cateterismo de veias adrenais é essencial para diferenciar entre um adenoma unilateral (Síndrome de Conn, tratável cirurgicamente) e hiperplasia adrenal bilateral, que geralmente responde melhor ao tratamento medicamentoso.
No hiperaldosteronismo primário, a secreção de aldosterona é autônoma e a renina é suprimida. No secundário, a secreção de aldosterona é estimulada por uma condição extrarrenal, como estenose da artéria renal, levando a níveis elevados de renina.
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