UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Em um incidentaloma de adrenal direita para a síndrome de Conn, as alterações características suspeitas são:
Síndrome de Conn (hiperaldosteronismo primário) → Hipertensão + Hipocalemia.
A Síndrome de Conn é uma causa comum de hipertensão arterial secundária, caracterizada pela produção excessiva e autônoma de aldosterona. As manifestações clínicas incluem hipertensão, frequentemente refratária, e hipocalemia, que pode levar a fraqueza muscular, fadiga e arritmias.
A Síndrome de Conn, ou hiperaldosteronismo primário, é uma condição endócrina caracterizada pela produção excessiva e autônoma de aldosterona pelas glândulas adrenais, independentemente do sistema renina-angiotensina. É a causa mais comum de hipertensão arterial secundária, afetando cerca de 5-10% dos pacientes hipertensos, sendo crucial seu reconhecimento para um tratamento eficaz e prevenção de complicações cardiovasculares. A fisiopatologia envolve a estimulação dos receptores mineralocorticoides pelo excesso de aldosterona, levando à reabsorção de sódio e água e à excreção de potássio e hidrogênio nos túbulos renais. Isso resulta em hipertensão, hipocalemia e alcalose metabólica. A suspeita diagnóstica surge em pacientes com hipertensão refratária, hipertensão com hipocalemia espontânea ou induzida por diuréticos, ou incidentaloma adrenal. A triagem é feita pela relação aldosterona-renina plasmática. O tratamento depende da etiologia: adenoma unilateral (doença de Conn) é tratado com adrenalectomia unilateral, enquanto a hiperplasia adrenal bilateral é manejada clinicamente com antagonistas do receptor mineralocorticoide, como espironolactona ou eplerenona. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a detecção tardia pode levar a danos em órgãos-alvo, como coração e rins.
Os principais sinais são hipertensão arterial, muitas vezes refratária, e hipocalemia, que pode causar fraqueza muscular, fadiga, poliúria e arritmias cardíacas. A alcalose metabólica também é comum.
O diagnóstico inicial envolve a triagem com a relação aldosterona-renina plasmática. Se alterada, procede-se a testes confirmatórios e, posteriormente, a exames de imagem para localizar a fonte, como tomografia de adrenais.
A principal complicação é o risco aumentado de eventos cardiovasculares e renais devido à hipertensão prolongada e aos efeitos deletérios da aldosterona, como fibrose miocárdica e renal.
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