UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
Mulher de 37 anos de idade, multípara, queixa- se de dor pélvica tipo peso com a mesma intensidade há 3 anos, acíclica, com piora após o coito. Nega febre, alterações no fluxo menstrual, sintomas urinários e gastrointestinais. Toque bimanual: útero indolor a mobilização, com volume, contorno, superfície e mobilidade normais. Especular: colo e vagina sem lesões, conteúdo vaginal fisiológico, muco cervical cristalino. O diagnóstico mais provável, neste caso, é:
Dor pélvica crônica acíclica + dispareunia + exame físico normal → suspeitar varizes pélvicas.
A síndrome da congestão pélvica, causada por varizes pélvicas, é uma causa comum de dor pélvica crônica em mulheres multíparas, caracterizada por dor tipo peso que piora com a posição ortostática e após o coito, com exame ginecológico frequentemente normal.
A síndrome da congestão pélvica é uma condição caracterizada pela presença de varizes nas veias pélvicas, resultando em dor pélvica crônica. É mais comum em mulheres multíparas, devido às alterações hemodinâmicas da gravidez que podem levar à dilatação venosa. A dor é tipicamente descrita como um peso, acíclica, e piora com a posição ortostática e após o coito, impactando significativamente a qualidade de vida. A fisiopatologia envolve a incompetência das válvulas venosas pélvicas, levando ao refluxo sanguíneo e à dilatação das veias. O diagnóstico é desafiador, pois o exame físico ginecológico é frequentemente normal. A suspeita clínica é fundamental, e a confirmação é feita por exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com Doppler, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou venografia pélvica, que demonstram as veias dilatadas. O tratamento visa aliviar a dor e pode variar desde o manejo conservador com analgésicos até intervenções mais específicas. A embolização das veias pélvicas é um tratamento minimamente invasivo eficaz, que oclui as veias varicosas, reduzindo o refluxo e a congestão. É crucial diferenciar de outras causas de dor pélvica crônica, como endometriose, para um tratamento adequado.
Os principais sintomas incluem dor pélvica crônica tipo peso, acíclica, que piora com a posição ortostática e após o coito (dispareunia), e pode ser acompanhada de dismenorreia e dor nas pernas.
O diagnóstico é feito pela história clínica e confirmado por exames de imagem como ultrassonografia transvaginal com Doppler, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou venografia pélvica.
O tratamento pode incluir manejo da dor, escleroterapia ou embolização das veias pélvicas, que são procedimentos minimamente invasivos para ocluir as veias varicosas.
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