INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2020
Todas as alternativas abaixo são manifestações compatíveis com a síndrome congênita do zika vírus, EXCETO:
Síndrome Congênita do Zika: Microcefalia, artrogripose, hidrocefalia e corioretinite são comuns; displasia pulmonar NÃO.
A Síndrome Congênita do Zika Vírus (SCZ) é caracterizada por um espectro de malformações, principalmente neurológicas e oculares, resultantes da infecção intrauterina. A displasia pulmonar não faz parte das manifestações típicas da SCZ.
A Síndrome Congênita do Zika Vírus (SCZ) emergiu como uma grave preocupação de saúde pública, especialmente após a epidemia de 2015-2016. É causada pela infecção materna pelo vírus Zika durante a gestação, com o vírus atravessando a barreira placentária e infectando o feto. A SCZ é caracterizada por um espectro de anomalias congênitas, sendo a microcefalia grave a mais proeminente e reconhecida. As manifestações da SCZ são predominantemente neurológicas, incluindo microcefalia (redução do perímetro cefálico), calcificações intracranianas, ventriculomegalia, malformações corticais (como lisencefalia e paquigiria), e disfunção do tronco cerebral. Além disso, podem ocorrer alterações oculares como corioretinite, atrofia do nervo óptico e microftalmia, e musculoesqueléticas, como a artrogripose (múltiplas contraturas articulares). É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam cientes do amplo espectro de manifestações da SCZ para um diagnóstico e manejo adequados. A displasia pulmonar, uma condição crônica que afeta o desenvolvimento pulmonar, não é uma manifestação reconhecida da SCZ, sendo mais comumente associada a prematuridade e ventilação mecânica prolongada. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para crianças afetadas pela SCZ.
A microcefalia grave é a manifestação mais conhecida, mas a síndrome também inclui outras anomalias cerebrais como calcificações intracranianas, ventriculomegalia, e malformações corticais, além de artrogripose e alterações oculares como a corioretinite.
O Zika vírus tem tropismo por células neurais progenitoras, levando a danos cerebrais significativos durante o desenvolvimento fetal, especialmente no primeiro e segundo trimestres da gestação, resultando em microcefalia e outras malformações do sistema nervoso central.
Anomalias pulmonares, como a displasia pulmonar, não são consideradas manifestações diretas ou típicas da Síndrome Congênita do Zika Vírus. As principais alterações são neurológicas, oculares e musculoesqueléticas.
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