FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020
Quais são os principais exames complementares solicitados na investigação da criança com síndrome congênita do Zika Vírus?
SCZV: Neuroimagem (malformações), BERA (audição), STORCH (diferencial) são exames chave.
A investigação da Síndrome Congênita do Zika Vírus foca nas principais manifestações: neurológicas (neuroimagem), auditivas (BERA) e no diagnóstico diferencial com outras infecções congênitas (STORCH), que podem apresentar quadros semelhantes.
A Síndrome Congênita do Zika Vírus (SCZV) é uma condição grave que resulta da infecção materna pelo vírus Zika durante a gravidez, com consequências devastadoras para o feto e o recém-nascido. A SCZV é caracterizada por um espectro de anomalias, com destaque para a microcefalia grave, calcificações cerebrais, ventriculomegalia, disfunção visual e auditiva, e outras malformações do sistema nervoso central. A identificação precoce e a investigação completa são vitais para o manejo e suporte adequados. Os exames complementares na investigação da SCZV visam confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão das lesões e excluir outras causas de malformações congênitas. A neuroimagem, preferencialmente a ressonância magnética cerebral, é o pilar para detalhar as anomalias cerebrais. O BERA (Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico) é indispensável para rastrear a perda auditiva, uma sequela comum e muitas vezes silenciosa. Além disso, a solicitação de sorologias para o complexo STORCH (Toxoplasmose, Outros, Rubéola, Citomegalovírus, Herpes) é fundamental para o diagnóstico diferencial, pois essas infecções podem mimetizar ou coexistir com a SCZV. O manejo da SCZV é multidisciplinar e focado no suporte e reabilitação das crianças afetadas, visando otimizar seu desenvolvimento e qualidade de vida.
A neuroimagem, como ultrassonografia transfontanelar ou ressonância magnética, é essencial para identificar as malformações cerebrais características da SCZV, como microcefalia, calcificações e alterações corticais, que guiam o prognóstico e manejo.
O BERA (Brainstem Evoked Response Audiometry) é crucial para rastrear a perda auditiva neurossensorial, uma complicação comum da SCZV, permitindo intervenção precoce e minimizando o impacto no desenvolvimento da criança.
As sorologias STORCH (Toxoplasmose, Outros, Rubéola, Citomegalovírus, Herpes) são importantes para o diagnóstico diferencial, pois essas infecções congênitas podem apresentar quadros clínicos semelhantes ao Zika, e algumas podem coexistir, exigindo tratamentos específicos.
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