SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Um paciente internado na unidade de tratamento intensivo, apresenta a pressão intra-abdominal com o valor de 21 mmHg. Esse valor é considerado:
PIA > 20 mmHg + nova disfunção orgânica = Síndrome de Compartimento Abdominal.
A hipertensão intra-abdominal (HIA) é definida por PIA ≥ 12 mmHg, enquanto a síndrome compartimental (SCA) exige PIA > 20 mmHg associada a falência de órgãos.
A Síndrome de Compartimento Abdominal (SCA) é uma complicação crítica em UTIs, resultando em hipoperfusão tecidual sistêmica. O aumento da pressão intra-abdominal comprime a veia cava inferior (reduzindo pré-carga), eleva o diafragma (prejudicando a ventilação) e reduz a pressão de perfusão renal (causando insuficiência renal aguda). O reconhecimento precoce através da monitorização da PIA em pacientes de risco é fundamental para intervir antes que ocorra falência multiorgânica irreversível. O valor de 21 mmHg citado na questão já entra no critério de SCA se houver disfunção orgânica associada.
A HIA é classificada em quatro graus baseados na pressão intra-abdominal (PIA): Grau I (12-15 mmHg), Grau II (16-20 mmHg), Grau III (21-25 mmHg) e Grau IV (> 25 mmHg). A monitorização deve ser feita em pacientes críticos com fatores de risco (ex: grandes volumes de ressuscitação, trauma abdominal, pancreatite grave). A técnica padrão-ouro para medição indireta da PIA é através da pressão intravesical, utilizando um cateter de Foley com a instilação de no máximo 25 ml de soro fisiológico.
A Hipertensão Intra-abdominal (HIA) é definida por uma elevação sustentada da PIA ≥ 12 mmHg. A Síndrome de Compartimento Abdominal (SCA) é uma condição mais grave, definida por uma PIA sustentada > 20 mmHg (com ou sem Pressão de Perfusão Abdominal < 60 mmHg) que está associada à ocorrência de uma nova disfunção ou falência de órgãos (ex: oligúria, hipoxemia, hipotensão). Portanto, a SCA é a manifestação clínica extrema da HIA.
O manejo da SCA foca em cinco pilares: 1. Evacuação do conteúdo intraluminal (sondas gástricas/retais, procinéticos); 2. Evacuação de coleções extraluminais (drenagem de ascite/hematomas); 3. Melhora da complacência da parede abdominal (sedação, analgesia, bloqueio neuromuscular); 4. Otimização da ressuscitação volêmica (evitar balanço hídrico excessivamente positivo); 5. Descompressão cirúrgica (laparotomia descompressiva), que é indicada quando as medidas conservadoras falham em reduzir a PIA e reverter as disfunções orgânicas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo