Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Na presença da síndrome do compartimento abdominal, observa-se aumento de
Síndrome compartimento abdominal (SCA) ↑ pressão intra-abdominal → ↑ pressão intrapleural e ↓ complacência pulmonar.
Na síndrome do compartimento abdominal, o aumento da pressão intra-abdominal é transmitido para a cavidade torácica, elevando a pressão intrapleural e comprometendo a função respiratória. Isso resulta em diminuição da complacência pulmonar e dificuldade ventilatória.
A síndrome do compartimento abdominal (SCA) é uma condição grave caracterizada por disfunção orgânica progressiva devido ao aumento sustentado da pressão intra-abdominal (PIA) acima de 20 mmHg, associado a nova disfunção ou falência orgânica. É uma complicação comum em pacientes críticos, especialmente após traumas abdominais, cirurgias extensas, sepse grave ou grandes volumes de ressuscitação volêmica. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para a sobrevida do paciente. Os efeitos sistêmicos da SCA são múltiplos e impactam diversos sistemas. No sistema respiratório, o aumento da PIA eleva o diafragma, diminuindo o volume pulmonar e a complacência pulmonar. Essa elevação diafragmática também aumenta a pressão intratorácica e, consequentemente, a pressão intrapleural, dificultando a ventilação e podendo levar à insuficiência respiratória. No sistema cardiovascular, a compressão da veia cava inferior reduz o retorno venoso e, consequentemente, o débito cardíaco. A função renal é comprometida pela compressão direta dos rins e pela redução do fluxo sanguíneo renal. O tratamento da SCA envolve medidas para reduzir a PIA, como otimização da fluidoterapia, uso de agentes procinéticos, descompressão gástrica e, em casos refratários, a descompressão cirúrgica do abdome (laparostomia). O monitoramento contínuo da PIA, geralmente através da pressão vesical, é fundamental para o diagnóstico e acompanhamento da resposta ao tratamento. A compreensão dos mecanismos fisiopatológicos é essencial para o residente na tomada de decisões clínicas.
A SCA causa disfunção orgânica progressiva, incluindo insuficiência respiratória (pelo aumento da pressão intrapleural e diminuição da complacência), insuficiência renal (pela compressão vascular e renal) e comprometimento cardiovascular (pela redução do retorno venoso e débito cardíaco).
A pressão intra-abdominal elevada empurra o diafragma para cima, diminuindo o volume pulmonar e a complacência pulmonar. Isso aumenta a pressão intratorácica e, consequentemente, a pressão intrapleural, dificultando a ventilação.
O aumento da pressão intra-abdominal comprime a veia cava inferior, dificultando o retorno venoso ao coração. Isso leva à diminuição do pré-carga e, consequentemente, do débito cardíaco.
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