CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020
Paciente apresenta queimadura extensa em membro superior direito após acidente doméstico. Apresenta membro superior direito pálido, muito edemaciado e com diminuição importante de pulso radial. Deverá ser realizado:
Queimadura circunferencial + membro pálido/edemaciado + pulso ↓ → Escarotomia/Fasciotomia urgente.
Queimaduras extensas e circunferenciais podem levar à formação de uma escara rígida que impede a expansão do tecido edemaciado subjacente, resultando em síndrome compartimental. A palidez, edema e diminuição do pulso radial são sinais de comprometimento vascular e isquemia, indicando a necessidade de escarotomia e, se necessário, fasciotomia para aliviar a pressão e restaurar a perfusão.
Queimaduras extensas e circunferenciais representam um desafio clínico significativo, especialmente quando afetam os membros. A pele queimada de espessura total (terceiro grau) forma uma escara rígida e inelástica que, ao redor de um membro, pode atuar como um torniquete. Com o edema progressivo dos tecidos subjacentes, a pressão dentro dos compartimentos musculares aumenta, levando à síndrome compartimental. Esta condição é uma emergência cirúrgica que, se não tratada prontamente, pode resultar em isquemia, necrose tecidual, perda funcional e até amputação do membro. Os sinais de alerta para a síndrome compartimental em um membro queimado incluem dor intensa e progressiva, palidez ou cianose distal, diminuição ou ausência de pulsos periféricos (avaliados clinicamente ou por Doppler), parestesias e diminuição da sensibilidade. A monitorização contínua da perfusão, como o uso de Doppler para avaliar os pulsos, é crucial. A intervenção é necessária quando há evidência de comprometimento vascular ou neurológico, ou quando a pressão compartimental medida é elevada. A escarotomia é o procedimento de escolha inicial, consistindo em incisões longitudinais através da escara rígida para aliviar a constrição. Essas incisões devem ser feitas em toda a extensão da queimadura circunferencial, geralmente nas faces medial e lateral do membro, evitando estruturas neurovasculares importantes. Se a escarotomia não for suficiente para restaurar a perfusão e aliviar a pressão, uma fasciotomia pode ser necessária, que envolve incisões mais profundas através da fáscia muscular para descomprimir os compartimentos musculares. A decisão entre escarotomia e fasciotomia depende da profundidade da compressão e da resposta clínica, sendo a fasciotomia reservada para casos mais graves de edema muscular intracompartimental.
Os sinais incluem dor intensa desproporcional à queimadura, palidez do membro, diminuição ou ausência de pulsos distais, parestesias, e edema progressivo. O membro pode estar frio ao toque e ter enchimento capilar lento.
A escarotomia é indicada em queimaduras de espessura total (terceiro grau) ou profundas de segundo grau que são circunferenciais em membros ou tronco, e que apresentam sinais de comprometimento vascular ou respiratório devido à constrição da escara.
A escarotomia é uma incisão através da escara da queimadura para aliviar a pressão externa. A fasciotomia é uma incisão mais profunda, através da fáscia muscular, indicada quando a escarotomia não é suficiente para aliviar a pressão dentro dos compartimentos musculares, geralmente em casos de edema muscular grave.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo