SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026
A síndrome compartimental aguda caracteriza-se classicamente por:
Dor desproporcional ao exame + dor ao estiramento passivo = Síndrome Compartimental.
A síndrome compartimental é uma emergência cirúrgica onde o aumento da pressão tecidual reduz a perfusão capilar; pulsos ausentes são sinais tardios de necrose.
A síndrome compartimental aguda ocorre quando a pressão dentro de um compartimento osteofascial fechado excede a pressão de perfusão capilar. Isso resulta em hipóxia tecidual, edema e um ciclo vicioso de aumento de pressão. É uma complicação temida em fraturas de ossos longos (especialmente tíbia e rádio) e traumas por esmagamento. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na dor que não cede a analgésicos potentes e que piora significativamente com a movimentação passiva do grupo muscular envolvido. A intervenção cirúrgica precoce é a única forma de prevenir sequelas graves como a rabdomiólise, insuficiência renal aguda e perda definitiva da função motora do membro.
Os sinais clássicos são: Pain (dor desproporcional), Pallor (palidez), Paresthesia (parestesia), Paralysis (paralisia), Pulselessness (ausência de pulso) e Poikilothermia (poiquilotermia). É crucial lembrar que a dor é o sinal mais precoce e sensível, enquanto a ausência de pulso e paralisia são sinais tardios de dano irreversível.
A medida direta é indicada em pacientes com clínica duvidosa, pacientes sedados, com rebaixamento do nível de consciência ou em crianças onde o exame físico é pouco confiável. Valores de pressão absoluta acima de 30-40 mmHg ou uma pressão diferencial (Pressão Arterial Diastólica - Pressão Compartimental) menor que 30 mmHg confirmam o diagnóstico.
O tratamento definitivo é a fasciotomia descompressiva de urgência, envolvendo todos os compartimentos afetados do membro. O objetivo é aliviar a pressão tecidual imediatamente para restaurar a perfusão. O atraso superior a 6-8 horas aumenta drasticamente o risco de necrose muscular, contratura de Volkmann e necessidade de amputação.
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