HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023
Mulher de 67 anos de idade, com quadro de obstrução arterial aguda de membro inferior, foi submetida a embolectomia, com sucesso. Após 2 horas, evoluiu com dor na perna, edema tenso, hipoperfusão e parestesia do pé. A conduta mais indicada a ser tomada, dentre as opções abaixo, é:
Dor intensa, edema tenso e parestesia após reperfusão de membro → Síndrome Compartimental → Fasciotomia urgente.
Os sintomas de dor intensa, edema tenso, hipoperfusão e parestesia após embolectomia e reperfusão de membro inferior são altamente sugestivos de síndrome compartimental aguda. Esta é uma emergência cirúrgica que exige fasciotomia imediata para prevenir necrose muscular e nervosa irreversível.
A obstrução arterial aguda de membro inferior é uma emergência vascular que, se não tratada rapidamente, pode levar à perda do membro. A embolectomia é um procedimento comum para restaurar o fluxo sanguíneo. No entanto, a reperfusão após um período de isquemia prolongada pode desencadear uma série de eventos fisiopatológicos, culminando na síndrome de isquemia-reperfusão. Uma das complicações mais graves da síndrome de isquemia-reperfusão é a síndrome compartimental aguda. Esta condição ocorre quando o edema tecidual pós-reperfusão eleva a pressão dentro dos compartimentos musculares fechados da perna a níveis que comprometem a perfusão capilar, levando à isquemia adicional e necrose muscular e nervosa. Os sinais clássicos incluem dor intensa e desproporcional, parestesia, palidez, paralisia e ausência de pulso, sendo a dor e a parestesia os mais precoces. O diagnóstico da síndrome compartimental é primariamente clínico, e a suspeita deve levar a uma ação imediata. A conduta mais indicada é a fasciotomia de emergência, um procedimento cirúrgico que consiste em incisões longitudinais na fáscia para descompressão dos compartimentos. O atraso no tratamento pode resultar em danos irreversíveis, como contratura de Volkmann, perda de função do membro ou até amputação.
Os sinais e sintomas clássicos incluem dor desproporcional à lesão, parestesia (dormência/formigamento), palidez, paralisia e ausência de pulso (os '5 Ps'), sendo a dor e a parestesia os mais precoces e confiáveis.
A fasciotomia é indicada para aliviar a pressão dentro dos compartimentos musculares, que se eleva devido ao edema pós-isquemia-reperfusão. Essa pressão compromete a perfusão tecidual, e a fasciotomia restaura o fluxo sanguíneo, prevenindo necrose e perda funcional.
Após um período de isquemia, a reperfusão do tecido pode levar a um processo inflamatório intenso, com extravasamento de líquido para o espaço intersticial. Em compartimentos musculares fechados, esse edema causa aumento da pressão e desenvolvimento da síndrome compartimental.
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