SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
A Hipertensão Intra-Abdominal (HIA) ocorre em graus variados em alguns pacientes Abdome (SCA) e seguir-se de falência de múltiplos órgãos e óbito. Assinale a alternativa em que todos os itens estão presentes nos pacientes com SCA.
SCA → ↑ PIA, ↑ PIC, ↑ PIT, ↑ Pós-carga, ↓ DC, ↓ TFG, ↓ Volume Corrente.
A Hipertensão Intra-Abdominal (HIA) e a Síndrome Compartimental Abdominal (SCA) causam disfunção multissistêmica devido à compressão de órgãos e vasos, resultando em aumento das pressões intratorácica e intracraniana, comprometimento cardíaco e renal, e restrição ventilatória.
A Hipertensão Intra-Abdominal (HIA) e sua forma mais grave, a Síndrome Compartimental Abdominal (SCA), são condições críticas que podem surgir em pacientes gravemente enfermos, especialmente em unidades de terapia intensiva. Caracterizadas pelo aumento patológico da pressão dentro da cavidade abdominal, essas condições desencadeiam uma cascata de disfunções orgânicas que, se não reconhecidas e tratadas precocemente, podem levar à falência de múltiplos órgãos e óbito. A fisiopatologia da SCA é complexa e envolve o comprometimento de múltiplos sistemas. O aumento da pressão intra-abdominal comprime os vasos sanguíneos e órgãos, resultando em: aumento da pressão intratorácica (pela elevação do diafragma), o que dificulta a ventilação e aumenta a pressão intracraniana; aumento da pós-carga cardíaca e da pressão venosa central, com consequente queda do débito cardíaco; redução do fluxo sanguíneo renal e da taxa de filtração glomerular, levando à lesão renal aguda; e isquemia intestinal. O reconhecimento e manejo da SCA são cruciais para o residente. A monitorização da pressão intra-abdominal é fundamental, e o tratamento pode variar desde medidas conservadoras, como sedação e descompressão gástrica, até a descompressão cirúrgica. A compreensão dos efeitos sistêmicos da HIA permite uma abordagem terapêutica mais eficaz, visando restaurar a perfusão orgânica e prevenir a progressão para a falência de múltiplos órgãos.
A HIA aumenta a pós-carga cardíaca e a pressão venosa central, enquanto diminui o retorno venoso e o débito cardíaco, levando a um comprometimento hemodinâmico significativo.
A elevação da pressão intra-abdominal eleva o diafragma, aumentando a pressão intratorácica, diminuindo a complacência pulmonar e o volume corrente, o que pode levar à hipoxemia e necessidade de ventilação mecânica.
A HIA reduz o fluxo sanguíneo renal e a taxa de filtração glomerular, podendo causar insuficiência renal aguda. No cérebro, a HIA pode aumentar a pressão intracraniana, comprometendo a perfusão cerebral.
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