UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021
Sobre a Síndrome Compartimental Abdominal (SCA), o que não se pode afirmar?
SCA = PIA > 20 mmHg + disfunção orgânica. HIA = PIA > 12 mmHg.
A Síndrome Compartimental Abdominal (SCA) é uma condição grave definida pela elevação sustentada da Pressão Intra-Abdominal (PIA) acima de 20 mmHg, associada a uma nova disfunção ou falência orgânica. Apenas a elevação da PIA acima de 12 mmHg configura Hipertensão Intra-Abdominal (HIA), que é um fator de risco para SCA, mas não a síndrome em si.
A Síndrome Compartimental Abdominal (SCA) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela elevação patológica da pressão intra-abdominal (PIA) que compromete a função de múltiplos órgãos. É uma complicação comum em pacientes críticos, especialmente aqueles com trauma abdominal, sepse grave, pancreatite aguda ou que necessitam de grandes volumes de ressuscitação volêmica. O reconhecimento precoce é crucial para evitar morbidade e mortalidade significativas. A SCA é definida por uma PIA sustentada acima de 20 mmHg, associada a uma nova disfunção ou falência orgânica. É importante diferenciá-la da Hipertensão Intra-Abdominal (HIA), que é a elevação da PIA acima de 12 mmHg sem disfunção orgânica. A monitorização da PIA, geralmente via bexiga, é fundamental para o diagnóstico. Sinais como oligúria/anúria, disfunção respiratória e instabilidade hemodinâmica devem levantar a suspeita. O tratamento da SCA visa reduzir a PIA e otimizar a perfusão orgânica. Medidas não cirúrgicas incluem sedação, relaxamento muscular, otimização volêmica e drenagem de coleções. No entanto, a laparotomia descompressiva é frequentemente necessária para aliviar a pressão e reverter a disfunção orgânica. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção.
A SCA é diagnosticada pela elevação sustentada da Pressão Intra-Abdominal (PIA) acima de 20 mmHg, associada a uma nova disfunção ou falência orgânica. A monitorização da PIA é crucial para o diagnóstico.
A laparotomia descompressiva é a principal intervenção terapêutica para reduzir a PIA e reverter a disfunção orgânica na SCA, especialmente quando medidas não cirúrgicas falham.
Trauma abdominal grave, pancreatite aguda grave, sepse, grandes queimaduras e grandes volumes de ressuscitação volêmica são causas comuns de SCA em pacientes críticos.
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