UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
A medida da pressão intra-abdominal pode revelar importantes informações. Assinale a alternativa que contém indicação de tratamento operatório da pressão intra-abdominal.
PIA > 20 mmHg + disfunção orgânica nova = Síndrome Compartimental Abdominal → Descompressão.
A hipertensão intra-abdominal (HIA) é definida por PIA ≥ 12 mmHg. A Síndrome Compartimental Abdominal (SCA) ocorre com PIA > 20 mmHg associada a falência de órgãos, exigindo intervenção cirúrgica imediata.
A monitorização da pressão intra-abdominal (PIA) é crucial em pacientes críticos, especialmente após traumas abdominais graves ou cirurgias de grande porte. A elevação da PIA reduz o retorno venoso, diminui o débito cardíaco e compromete a perfusão renal e esplâncnica. A Síndrome Compartimental Abdominal representa o estágio final desse processo, onde a pressão mecânica impede a função fisiológica normal dos órgãos. O tratamento cirúrgico, geralmente uma laparostomia descompressiva com fechamento temporário (peritoniostomia), visa reduzir imediatamente a pressão e restaurar a perfusão. O conhecimento dos limiares de intervenção (PIA > 20 mmHg com disfunção) é fundamental para evitar a morbidade associada à isquemia visceral e falência múltipla de órgãos.
A hipertensão intra-abdominal (HIA) é classificada em quatro graus baseados na pressão intra-abdominal (PIA): Grau I (12-15 mmHg), Grau II (16-20 mmHg), Grau III (21-25 mmHg) e Grau IV (> 25 mmHg). O manejo inicial para graus I e II é geralmente clínico, focando na evacuação de conteúdo intraluminal, drenagem de coleções e otimização da perfusão. A partir do Grau III, o risco de síndrome compartimental abdominal aumenta significativamente, exigindo monitorização rigorosa e, frequentemente, intervenção cirúrgica se houver disfunção orgânica associada.
A descompressão cirúrgica (laparostomia) é mandatória na presença de Síndrome Compartimental Abdominal (SCA), definida como uma PIA sustentada > 20 mmHg associada a uma nova disfunção ou falência de órgãos (renal, respiratória ou cardiovascular). Em alguns casos, uma PIA entre 15-20 mmHg com deterioração clínica progressiva e refratariedade ao tratamento clínico também pode justificar a intervenção para prevenir danos irreversíveis por hipoperfusão tecidual.
O método padrão-ouro indireto é a medida da pressão intravesical. Utiliza-se um cateter de Foley, instilando-se no máximo 25 mL de soro fisiológico estéril na bexiga. A pressão é medida em mmHg com o paciente em posição supina, ao final da expiração, garantindo que não haja contração da musculatura abdominal. A sínfise púbica é utilizada como ponto zero de referência para o transdutor de pressão.
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