Síndrome Compartimental: Diagnóstico e Conduta de Emergência

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um homem de 25 anos apresenta dor intensa, palidez e parestesia no antebraço direito após sofrer uma lesão por esmagamento. No exame, o antebraço está tenso, inchado e sensível à palpação. Qual é o próximo passo do tratamento?

Alternativas

  1. A) Fasciotomia de emergência.
  2. B) Tala gessada e observação.
  3. C) Ressonância nuclear magnética do antebraço.
  4. D) Aplicação de compressas frias.

Pérola Clínica

Dor desproporcional ao exame + Parestesia + Compartimento tenso → Fasciotomia imediata.

Resumo-Chave

A síndrome compartimental é uma emergência cirúrgica onde o aumento da pressão tecidual compromete a perfusão; o diagnóstico é clínico e o tratamento é a descompressão.

Contexto Educacional

A síndrome compartimental ocorre quando a pressão dentro de um espaço osteofascial fechado aumenta a ponto de ocluir a microcirculação capilar. Se não tratada em poucas horas, evolui para necrose muscular e nervosa (Contratura Isquêmica de Volkmann). A fasciotomia deve ser ampla para garantir a descompressão de todos os compartimentos afetados e prevenir sequelas permanentes.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos da síndrome compartimental?

Os '6 Ps': Pain (dor intensa), Paresthesia, Pallor (palidez), Paralysis, Pulselessness (ausência de pulso) e Poikilothermia.

Qual o sinal clínico mais precoce e fidedigno?

A dor intensa, desproporcional à lesão aparente e que piora significativamente com o estiramento passivo da musculatura do compartimento.

Quando medir a pressão compartimental?

A medição é útil em pacientes obnubilados, sedados ou quando o quadro clínico é duvidoso; pressões acima de 30 mmHg confirmam a síndrome.

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