Síndrome Compartimental e Trauma: Diagnóstico e Conduta

HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2025

Enunciado

Em relação aos traumas de extremidades, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas. ( ) A presença de pulso distal palpável exclui a presença de síndrome compartimental. ( ) O diagnóstico de síndrome compartimental necessita da mensuração da pressão de compartimento. ( ) Se fratura exposta com evidência de sangramento arterial ativo, a primeira medida a ser adotada é o uso de torniquete. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas

  1. A) V - V - F.
  2. B) F - F - V.
  3. C) F - V - F.
  4. D) F - F - F.

Pérola Clínica

Pulso presente NÃO exclui síndrome compartimental; o diagnóstico é clínico e a dor é o sinal precoce.

Resumo-Chave

A síndrome compartimental é uma emergência cirúrgica definida pelo aumento da pressão tecidual. O diagnóstico é clínico (dor desproporcional) e o tratamento é a fasciotomia imediata.

Contexto Educacional

A síndrome compartimental ocorre quando a pressão dentro de um espaço osteofascial fechado aumenta a ponto de comprometer a perfusão capilar, levando à isquemia de nervos e músculos. É comum em fraturas de tíbia e antebraço. O diagnóstico precoce é vital para evitar a contratura isquêmica de Volkmann e a perda do membro. No manejo do trauma de extremidades, a prioridade é o controle de hemorragias exanguinantes. Embora o torniquete tenha ganhado espaço no ambiente pré-hospitalar e militar, a compressão direta continua sendo a manobra inicial padrão. O tratamento definitivo da síndrome compartimental é a fasciotomia ampla de todos os compartimentos acometidos.

Perguntas Frequentes

A presença de pulso distal exclui síndrome compartimental?

Não. A pressão intracompartimental raramente excede a pressão arterial sistólica, permitindo que o pulso permaneça palpável mesmo em vigência de isquemia tecidual grave por obstrução da microcirculação. A dor desproporcional ao exame físico e a dor ao estiramento passivo são os sinais clínicos mais precoces e confiáveis.

É obrigatório medir a pressão do compartimento para o diagnóstico?

Não. O diagnóstico da síndrome compartimental é eminentemente clínico. A mensuração da pressão intracompartimental é reservada para casos duvidosos, pacientes inconscientes, sedados ou com lesões neurológicas que impedem o exame físico confiável. Um delta P (pressão diastólica - pressão do compartimento) ≤ 30 mmHg sugere a síndrome.

Qual a primeira medida em sangramento arterial de fratura exposta?

A primeira medida para controle de hemorragia externa no trauma é a compressão direta. O uso de torniquete é indicado apenas quando a compressão direta falha em controlar o sangramento maciço em extremidades, seguindo os protocolos atuais de controle de danos (Stop the Bleed).

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