PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Paciente do sexo feminino, 35 anos, apresenta como comorbidades: hipertensão arterial sistêmica e obesidade. História mórbida pregressa de trombose venosa profunda no membro inferior esquerdo com acometimento ilíaco-femoral. Ao exame físico vascular, apresenta: edema moderado no membro inferior esquerdo, varizes no membro inferior esquerdo. No eco-Doppler da veia cava e ilíacas apresenta volume de fluxo maior que 40% na veia ilíaca direita em relação à veia ilíaca esquerda. Qual a hipótese diagnóstica desse paciente considerando os achados do exame físico?
TVP prévia MIE + edema/varizes MIE + fluxo ↓ veia ilíaca esquerda → Síndrome de Cockett.
A Síndrome de Cockett (May-Thurner) é caracterizada pela compressão da veia ilíaca comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita, predispondo à trombose venosa profunda e insuficiência venosa crônica no membro inferior esquerdo. Os achados de eco-Doppler com assimetria de fluxo são cruciais para o diagnóstico.
A Síndrome de Cockett, também conhecida como Síndrome de May-Thurner, é uma condição vascular em que a veia ilíaca comum esquerda é comprimida pela artéria ilíaca comum direita contra a coluna vertebral. Embora possa ser assintomática em muitos indivíduos, é uma causa importante de trombose venosa profunda (TVP) idiopática no membro inferior esquerdo e de insuficiência venosa crônica. Sua prevalência exata é desconhecida, mas é mais frequentemente diagnosticada em mulheres jovens e de meia-idade. A fisiopatologia da Síndrome de Cockett envolve a estase venosa crônica e o trauma repetitivo na parede da veia ilíaca esquerda devido à compressão extrínseca. Isso pode levar à formação de esporões intraluminais e à fibrose da parede venosa, criando um ambiente propício para a trombose. O diagnóstico é suspeitado clinicamente em pacientes com sintomas unilaterais de insuficiência venosa crônica no membro inferior esquerdo e é confirmado por exames de imagem como o Eco-Doppler, angiotomografia ou venografia, que demonstram a compressão e as alterações de fluxo. O tratamento visa aliviar a compressão e prevenir a trombose. As opções incluem anticoagulação para TVP aguda, e em casos selecionados, intervenções endovasculares como angioplastia e colocação de stent na veia ilíaca. A cirurgia aberta é reservada para falhas do tratamento endovascular. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais para melhorar os sintomas e prevenir complicações graves como a síndrome pós-trombótica.
Os principais sintomas incluem edema, dor e varizes no membro inferior esquerdo, frequentemente com histórico de trombose venosa profunda (TVP) prévia devido à compressão da veia ilíaca comum esquerda.
O Eco-Doppler pode demonstrar a compressão da veia ilíaca comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita, além de evidenciar alterações de fluxo e a presença de trombose ou estenose venosa.
A fisiopatologia envolve a compressão anatômica da veia ilíaca comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita contra a coluna vertebral, levando a estase venosa, dano endotelial e maior risco de trombose.
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