Síndrome de Cockett: Diagnóstico e Anatomia Vascular

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024

Enunciado

A compressão da veia ilíaca comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita contra a quinta vértebra lombar é conhecida como

Alternativas

  1. A) síndrome de Alport.
  2. B) síndrome Turner.
  3. C) síndrome Waterhouse-Friderichsen.
  4. D) síndromes de Ehlers-Danlos.
  5. E) síndrome de Cockett.

Pérola Clínica

Compressão V. Ilíaca Comum Esquerda por A. Ilíaca Comum Direita contra L5 = Síndrome de Cockett.

Resumo-Chave

A Síndrome de Cockett (ou May-Thurner) é uma variante anatômica onde a artéria ilíaca direita comprime a veia ilíaca esquerda, predispondo a TVP e insuficiência venosa no membro inferior esquerdo.

Contexto Educacional

A Síndrome de Cockett é um tema recorrente em provas de cirurgia vascular e clínica médica devido à sua especificidade anatômica. A fisiopatologia envolve não apenas a compressão mecânica, mas também o trauma endotelial crônico causado pelas pulsações da artéria sobre a veia, o que gera hiperplasia intimal e formação de traves fibrosas (esporões) no lúmen venoso. É fundamental diferenciar esta síndrome de outras compressões vasculares pélvicas e considerá-la em diagnósticos diferenciais de edema unilateral de membro inferior esquerdo em pacientes jovens.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a Síndrome de Cockett?

A Síndrome de Cockett, também conhecida como Síndrome de May-Thurner, é caracterizada pela compressão extrínseca da veia ilíaca comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita contra o corpo da quinta vértebra lombar (L5). Essa compressão mecânica crônica leva a alterações na parede do vaso (esporões venosos), estase sanguínea e um risco significativamente aumentado de trombose venosa profunda (TVP) restrita ao membro inferior esquerdo, além de sintomas de insuficiência venosa crônica.

Quais são os principais sintomas clínicos?

Os pacientes podem ser assintomáticos até o desenvolvimento de uma TVP. Quando presentes, os sintomas incluem edema unilateral do membro inferior esquerdo, dor, claudicação venosa, varizes pélvicas e alterações tróficas na pele da perna esquerda. É uma causa importante de síndrome pós-trombótica em pacientes jovens, especialmente mulheres entre a segunda e quarta décadas de vida, que apresentam quadro de dor e inchaço persistente sem causa evidente.

Como é feito o diagnóstico e tratamento?

O diagnóstico padrão-ouro é a venografia com ultrassom intravascular (IVUS), mas a angiotomografia e a angiorressonância de pelve são amplamente utilizadas para visualizar a compressão vascular. O tratamento visa aliviar a obstrução e prevenir a recorrência de trombose. Atualmente, o tratamento de escolha é a angioplastia venosa com implante de stent na veia ilíaca comum esquerda para manter a patência do vaso, associada à anticoagulação se houver evento trombótico agudo.

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