SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024
A compressão da veia ilíaca comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita contra a quinta vértebra lombar é conhecida como
Compressão V. Ilíaca Comum Esquerda por A. Ilíaca Comum Direita contra L5 = Síndrome de Cockett.
A Síndrome de Cockett (ou May-Thurner) é uma variante anatômica onde a artéria ilíaca direita comprime a veia ilíaca esquerda, predispondo a TVP e insuficiência venosa no membro inferior esquerdo.
A Síndrome de Cockett é um tema recorrente em provas de cirurgia vascular e clínica médica devido à sua especificidade anatômica. A fisiopatologia envolve não apenas a compressão mecânica, mas também o trauma endotelial crônico causado pelas pulsações da artéria sobre a veia, o que gera hiperplasia intimal e formação de traves fibrosas (esporões) no lúmen venoso. É fundamental diferenciar esta síndrome de outras compressões vasculares pélvicas e considerá-la em diagnósticos diferenciais de edema unilateral de membro inferior esquerdo em pacientes jovens.
A Síndrome de Cockett, também conhecida como Síndrome de May-Thurner, é caracterizada pela compressão extrínseca da veia ilíaca comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita contra o corpo da quinta vértebra lombar (L5). Essa compressão mecânica crônica leva a alterações na parede do vaso (esporões venosos), estase sanguínea e um risco significativamente aumentado de trombose venosa profunda (TVP) restrita ao membro inferior esquerdo, além de sintomas de insuficiência venosa crônica.
Os pacientes podem ser assintomáticos até o desenvolvimento de uma TVP. Quando presentes, os sintomas incluem edema unilateral do membro inferior esquerdo, dor, claudicação venosa, varizes pélvicas e alterações tróficas na pele da perna esquerda. É uma causa importante de síndrome pós-trombótica em pacientes jovens, especialmente mulheres entre a segunda e quarta décadas de vida, que apresentam quadro de dor e inchaço persistente sem causa evidente.
O diagnóstico padrão-ouro é a venografia com ultrassom intravascular (IVUS), mas a angiotomografia e a angiorressonância de pelve são amplamente utilizadas para visualizar a compressão vascular. O tratamento visa aliviar a obstrução e prevenir a recorrência de trombose. Atualmente, o tratamento de escolha é a angioplastia venosa com implante de stent na veia ilíaca comum esquerda para manter a patência do vaso, associada à anticoagulação se houver evento trombótico agudo.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo