FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2021
A Síndrome do Choque Tóxico (SCT) é umas das diversas complicações que pode ocorrer após uma cirurgia ginecológica. Quanto à SCT, é CORRETO afirmar:
SCT: Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes → toxinas superantígenos → choque e falência multissistêmica.
A Síndrome do Choque Tóxico é uma condição grave, frequentemente associada a infecções por Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes que produzem toxinas superantígenos. Essas toxinas desencadeiam uma resposta imune exacerbada, levando a choque e disfunção de múltiplos órgãos.
A Síndrome do Choque Tóxico (SCT) é uma condição rara, mas potencialmente fatal, caracterizada por choque e falência multissistêmica. Embora classicamente associada ao uso prolongado de absorventes internos, pode ocorrer após qualquer infecção por Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes que produzem toxinas superantígenos. É crucial para residentes reconhecerem a gravidade e a etiologia para um manejo rápido. A fisiopatologia da SCT envolve a liberação de toxinas superantígenos que ativam um grande número de linfócitos T, resultando em uma "tempestade de citocinas". Isso leva a uma resposta inflamatória sistêmica descontrolada, causando hipotensão, febre, rash cutâneo e disfunção de múltiplos órgãos. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios estabelecidos, e a suspeita deve ser alta em pacientes com choque sem foco aparente e rash. O tratamento da SCT é uma emergência médica e envolve suporte hemodinâmico agressivo, remoção da fonte de infecção (se houver), e antibioticoterapia com cobertura para Staphylococcus aureus (incluindo MRSA, se prevalente) e Streptococcus pyogenes. A imunoglobulina intravenosa (IVIG) pode ser considerada em casos graves para neutralizar as toxinas. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e início do tratamento.
Os principais agentes etiológicos são Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes, que produzem toxinas superantígenos responsáveis pela síndrome.
Os critérios incluem febre, hipotensão, rash eritematoso difuso, descamação (especialmente palmar/plantar), e envolvimento de três ou mais sistemas orgânicos (gastrointestinal, muscular, renal, hepático, hematológico, neurológico).
Feridas cirúrgicas, especialmente em procedimentos ginecológicos, podem servir como porta de entrada para bactérias produtoras de toxinas, levando ao desenvolvimento da SCT como complicação pós-operatória.
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