Choque da Dengue: Entenda as Fases e Sinais de Alarme

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015

Enunciado

Em relação à síndrome do choque da dengue, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) O choque é de início súbito, geralmente nas primeiras 48 horas após início do quadro febril.
  2. B) O choque é de curta duração, geralmente não excedendo 24 a 48 horas.
  3. C) As manifestações hemorrágicas, quando presentes, geralmente se intensificam na fase do choque.
  4. D) A disfunção miocárdica geralmente é transitória e limitada à fase de choque.
  5. E) A fase de reabsorção ocorre em cerca de 48 horas após o término do mesmo, com risco aumentado para hipervolemia, insuficiência cardíaca e congestão pulmonar. 

Pérola Clínica

Choque da dengue ocorre na fase de defervescência (3º-7º dia), não nas primeiras 48h de febre.

Resumo-Chave

O choque na dengue é uma manifestação da fase crítica, que geralmente coincide com a queda da febre (defervescência), e não com o início do quadro febril. É caracterizado por extravasamento plasmático e pode levar a disfunção de múltiplos órgãos.

Contexto Educacional

A Síndrome do Choque da Dengue (SCD) é uma forma grave da doença, caracterizada por extravasamento plasmático, que pode levar à hipovolemia e falência de múltiplos órgãos. É crucial para residentes e estudantes de medicina compreenderem as fases da dengue para identificar precocemente os sinais de alarme e intervir adequadamente, prevenindo a progressão para o choque. A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. A fisiopatologia da SCD envolve o aumento da permeabilidade vascular, resultando em extravasamento de plasma para o espaço extravascular. Este fenômeno é mais proeminente na fase crítica, que geralmente coincide com a defervescência (queda da febre), tipicamente entre o 3º e o 7º dia da doença. A disfunção miocárdica também pode ocorrer, mas geralmente é transitória. O diagnóstico precoce e o manejo adequado da fluidoterapia são essenciais para evitar a progressão para choque profundo e suas complicações. O tratamento da SCD baseia-se na reposição volêmica cuidadosa com cristaloides, monitorando sinais vitais, débito urinário e hematócrito. A fase de reabsorção, que se inicia após a estabilização do choque, exige atenção para evitar a hipervolemia, insuficiência cardíaca e congestão pulmonar, pois o líquido extravasado retorna à circulação. A compreensão das características temporais e clínicas de cada fase é vital para o manejo eficaz e a redução da mortalidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alarme da dengue que precedem o choque?

Os sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia e aumento do hematócrito.

Por que o choque da dengue ocorre na fase de defervescência?

O choque ocorre na fase de defervescência devido ao aumento da permeabilidade capilar, que leva ao extravasamento plasmático para o espaço extravascular, resultando em hipovolemia e choque.

Quais são as complicações da fase de reabsorção na dengue?

A fase de reabsorção, que segue o choque, pode levar à hipervolemia, insuficiência cardíaca e congestão pulmonar se houver fluidoterapia excessiva, pois o líquido extravasado retorna ao intravascular.

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