UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015
Em relação à síndrome do choque da dengue, assinale a alternativa INCORRETA:
Choque da dengue ocorre na fase de defervescência (3º-7º dia), não nas primeiras 48h de febre.
O choque na dengue é uma manifestação da fase crítica, que geralmente coincide com a queda da febre (defervescência), e não com o início do quadro febril. É caracterizado por extravasamento plasmático e pode levar a disfunção de múltiplos órgãos.
A Síndrome do Choque da Dengue (SCD) é uma forma grave da doença, caracterizada por extravasamento plasmático, que pode levar à hipovolemia e falência de múltiplos órgãos. É crucial para residentes e estudantes de medicina compreenderem as fases da dengue para identificar precocemente os sinais de alarme e intervir adequadamente, prevenindo a progressão para o choque. A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. A fisiopatologia da SCD envolve o aumento da permeabilidade vascular, resultando em extravasamento de plasma para o espaço extravascular. Este fenômeno é mais proeminente na fase crítica, que geralmente coincide com a defervescência (queda da febre), tipicamente entre o 3º e o 7º dia da doença. A disfunção miocárdica também pode ocorrer, mas geralmente é transitória. O diagnóstico precoce e o manejo adequado da fluidoterapia são essenciais para evitar a progressão para choque profundo e suas complicações. O tratamento da SCD baseia-se na reposição volêmica cuidadosa com cristaloides, monitorando sinais vitais, débito urinário e hematócrito. A fase de reabsorção, que se inicia após a estabilização do choque, exige atenção para evitar a hipervolemia, insuficiência cardíaca e congestão pulmonar, pois o líquido extravasado retorna à circulação. A compreensão das características temporais e clínicas de cada fase é vital para o manejo eficaz e a redução da mortalidade.
Os sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia e aumento do hematócrito.
O choque ocorre na fase de defervescência devido ao aumento da permeabilidade capilar, que leva ao extravasamento plasmático para o espaço extravascular, resultando em hipovolemia e choque.
A fase de reabsorção, que segue o choque, pode levar à hipervolemia, insuficiência cardíaca e congestão pulmonar se houver fluidoterapia excessiva, pois o líquido extravasado retorna ao intravascular.
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