FAA/UNIFAA - Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi (RJ) — Prova 2015
Considerando as síndromes hiperprolactinèmicas, existe uma que a sintomatologia é precedida de parto.
Síndrome de Chiari-Frommel = hiperprolactinemia pós-parto com amenorreia e galactorreia prolongadas.
A Síndrome de Chiari-Frommel é caracterizada por amenorreia e galactorreia persistentes após o parto, devido a uma disfunção no eixo hipotálamo-hipofisário que mantém a secreção elevada de prolactina, mesmo na ausência de amamentação.
As síndromes hiperprolactinêmicas são um grupo de condições caracterizadas por níveis elevados de prolactina no sangue, que podem levar a distúrbios menstruais, infertilidade, galactorreia e disfunção sexual. A prolactina é um hormônio produzido pela hipófise, essencial para a lactação. No entanto, sua elevação patológica pode ser causada por diversas condições, incluindo adenomas hipofisários, uso de medicamentos, hipotireoidismo e, em alguns casos, disfunções pós-parto. A Síndrome de Chiari-Frommel é um tipo específico de hiperprolactinemia que se manifesta após o parto. É caracterizada pela persistência de amenorreia e galactorreia por um período prolongado (geralmente mais de 6 meses) após o nascimento do bebê, mesmo na ausência de amamentação. Acredita-se que seja devido a uma falha na inibição da secreção de prolactina pelo hipotálamo após o estímulo da gravidez e do parto. O diagnóstico diferencial é crucial para excluir outras causas de hiperprolactinemia, como prolactinomas. O tratamento geralmente envolve o uso de agonistas dopaminérgicos, que agem inibindo a secreção de prolactina pela hipófise, restaurando os ciclos menstruais e cessando a galactorreia. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado.
Os principais sintomas são amenorreia (ausência de menstruação) e galactorreia (produção de leite fora da amamentação) que persistem por mais de 6 meses após o parto, na ausência de gravidez ou outras causas.
A causa é uma disfunção no eixo hipotálamo-hipofisário, que leva a uma secreção excessiva e prolongada de prolactina após o parto, sem a inibição normal que deveria ocorrer.
O diagnóstico é clínico e laboratorial, com níveis elevados de prolactina e exclusão de outras causas. O tratamento geralmente envolve o uso de agonistas dopaminérgicos, como a bromocriptina ou cabergolina, para inibir a secreção de prolactina.
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