Síndrome Central da Medula: Diagnóstico e Trauma Cervical

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2018

Enunciado

Um senhor de 68 anos sofreu uma queda na sala após escorregar em um tapete, batendo o mento em uma mesa lateral. Ele chegou ao hospital com força grau 0 em membros superiores e grau 2 e 3 em diferentes miótomos de membro inferior. Analise as informações abaixo e assinale a única alternativa CORRETA. 

Alternativas

  1. A) Pode-se suspeitar, pela clínica, de síndrome anterior da medula.
  2. B) A força muscular grau 2 significa movimento ativo contra a força da gravidade e grau 3, movimento ativo contra alguma resistência. 
  3. C) Ao se testar a abertura dos dedos das mãos, o miótomo relacionado é T3.
  4. D) O dermátomo relacionado à sensibilidade no ombro é C3.
  5. E) Pode-se suspeitar pela clínica de síndrome central da medula.

Pérola Clínica

Síndrome central da medula → Fraqueza > em MMSS que em MMII, geralmente após trauma cervical por hiperextensão.

Resumo-Chave

A Síndrome Central da Medula é caracterizada por fraqueza motora desproporcional, sendo mais acentuada nos membros superiores do que nos membros inferiores, e perda sensorial variável. É frequentemente associada a traumas de hiperextensão da coluna cervical em pacientes idosos com estenose cervical preexistente, como o caso descrito de queda e batida do mento.

Contexto Educacional

A Síndrome Central da Medula é a lesão medular incompleta mais comum, especialmente em pacientes idosos após traumas de hiperextensão da coluna cervical. Nesses casos, a medula espinhal é comprimida entre um osteófito anterior e o ligamento amarelo hipertrofiado posteriormente, resultando em isquemia e edema. A característica clínica distintiva é a fraqueza motora desproporcional, sendo mais acentuada nos membros superiores (devido à localização mais central das fibras que inervam os braços) do que nos membros inferiores. O paciente do caso, um idoso que sofreu uma queda com batida do mento (sugere hiperextensão cervical) e apresenta força grau 0 em membros superiores e graus 2-3 em membros inferiores, encaixa-se perfeitamente no quadro clínico da síndrome central da medula. A síndrome anterior da medula, por outro lado, cursa com perda motora e de sensibilidade à dor e temperatura abaixo da lesão, com preservação da propriocepção e vibração, e é tipicamente causada por isquemia da artéria espinhal anterior. O reconhecimento rápido dessa síndrome é crucial para o manejo adequado e para otimizar o prognóstico de recuperação neurológica.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas da síndrome central da medula?

Caracteriza-se por fraqueza motora mais proeminente nos membros superiores do que nos inferiores, com perda sensorial variável e disfunção vesical. A dor e temperatura podem ser mais afetadas que a propriocepção.

Qual o mecanismo de lesão mais comum na síndrome central da medula?

Geralmente ocorre após trauma de hiperextensão da coluna cervical, especialmente em pacientes idosos com estenose do canal cervical preexistente, que causa compressão da medula espinhal.

Como a escala de força muscular é utilizada na avaliação neurológica?

A escala de força muscular varia de 0 (ausência de contração) a 5 (força normal). Grau 2 significa movimento ativo sem gravidade, e grau 3 significa movimento ativo contra a gravidade, mas sem resistência.

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