HA - Hospital das Américas - Rede Américas (SP) — Prova 2018
A Síndrome Central da Medula é caracterizada por:
Síndrome Central da Medula → fraqueza MS > MI, com graus variáveis de perda sensorial.
A Síndrome Central da Medula é a lesão medular incompleta mais comum, geralmente após hiperextensão cervical em pacientes com estenose do canal. Caracteriza-se por maior perda de força nos membros superiores do que nos inferiores, devido à localização mais central das fibras que inervam os MS no trato corticoespinhal. A perda sensorial é variável e pode haver disfunção vesical.
A Síndrome Central da Medula é a síndrome medular incompleta mais frequente, tipicamente resultante de um trauma de hiperextensão cervical em indivíduos com estenose preexistente do canal medular. A lesão afeta predominantemente a porção central da medula espinhal, onde se localizam as fibras do trato corticoespinhal responsáveis pela inervação dos membros superiores. A característica clínica distintiva dessa síndrome é a perda de força motora que é desproporcionalmente maior nos membros superiores do que nos membros inferiores. Isso se deve à organização somatotópica do trato corticoespinhal, onde as fibras para os membros superiores estão mais medialmente localizadas e, portanto, mais vulneráveis à lesão central. A sensibilidade pode estar preservada ou apresentar um padrão de perda variável, muitas vezes com dissociação sensorial (perda de dor e temperatura com preservação de tato e propriocepção). O diagnóstico é clínico, complementado por exames de imagem como a ressonância magnética da coluna cervical para avaliar a extensão da lesão. O tratamento inicial envolve imobilização cervical, manejo da pressão arterial e, em alguns casos, descompressão cirúrgica. O prognóstico para recuperação da deambulação é geralmente bom, mas a recuperação da função motora fina das mãos pode ser limitada, sendo um ponto importante para o manejo e reabilitação desses pacientes.
A causa mais comum é o trauma de hiperextensão cervical em pacientes com estenose preexistente do canal medular, resultando em compressão e isquemia da porção central da medula espinhal.
Isso ocorre porque as fibras do trato corticoespinhal que inervam os membros superiores estão localizadas mais centralmente na medula espinhal, sendo mais suscetíveis à lesão na porção central da medula do que as fibras mais laterais que inervam os membros inferiores.
O prognóstico é geralmente favorável para recuperação da deambulação, mas a recuperação da função fina das mãos pode ser limitada. A melhora geralmente ocorre primeiro nos membros inferiores, depois na função vesical e, por último, nos membros superiores.
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